A Prefeitura de Niterói intensificou as ações de fiscalização e demolição de ocupações irregulares, especialmente na Região Oceânica, onde a pressão sobre áreas verdes é maior. Desde 2023, o Grupamento Especial de Controle de Obras e Posturas (Gecopav) realizou mais de mil fiscalizações e 27 demolições, utilizando drones e operações integradas com outros órgãos municipais.
Uso de tecnologia e operações integradas
Os drones têm sido ferramentas essenciais para monitorar áreas de difícil acesso e flagrar construções clandestinas em tempo real. As operações contam com a participação da Guarda Municipal, da Secretaria de Meio Ambiente e da Defesa Civil, garantindo resposta rápida às irregularidades.
Segundo a prefeitura, a estratégia visa coibir o avanço de loteamentos ilegais e construções sem autorização, que ameaçam remanescentes de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.
Foco na Região Oceânica
A Região Oceânica concentra a maior parte das ações, devido à alta demanda imobiliária e à presença de grandes vazios urbanos. Bairros como Piratininga, Itaipu e Camboinhas lideram o número de notificações e demolições.
O secretário de Urbanismo, Renato Barandier, afirmou: "Não vamos permitir que o crescimento desordenado destrua nosso patrimônio ambiental. A fiscalização será cada vez mais rigorosa."
Resultados e desafios
Desde o início do programa, houve redução de 40% nas novas ocupações irregulares, segundo dados da prefeitura. No entanto, a reincidência ainda é um desafio, com casos de reconstrução após demolições. A prefeitura estuda aumentar as multas e agilizar os processos judiciais para desestimular as práticas ilegais.



