Médica atropelada em Maceió tem estado grave; motociclista fugiu sem socorro
Médica atropelada em Maceió; estado grave e motorista fugiu

A ginecologista e obstetra Iara Lemos, de 44 anos, foi atropelada por um motociclista na manhã da terça-feira (28), enquanto praticava corrida em um trecho da movimentada Avenida Fernandes Lima, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. O estado de saúde dela é considerado grave, conforme boletim médico divulgado pelo hospital particular para onde foi transferida.

Acidente ocorreu durante travessia

Segundo familiares e amigos que acompanham o caso, a médica tentava atravessar a via quando foi atingida pela motocicleta. O impacto foi violento, e ela caiu no asfalto, sofrendo múltiplos ferimentos. O motociclista, que não teve a identidade revelada, fugiu do local sem prestar socorro, deixando a vítima caída na pista.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada por populares e prestou os primeiros socorros no local. Iara foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro Trapiche da Barra, onde recebeu atendimento inicial. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi posteriormente transferida para um hospital particular de Maceió, onde permanece internada em unidade de terapia intensiva (UTI).

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Repercussão e investigação

O atropelamento gerou comoção entre colegas de profissão e pacientes. A médica é conhecida por sua atuação na área de ginecologia e obstetrícia, atendendo em consultórios particulares e no sistema público de saúde. Nas redes sociais, amigos pedem orações e doações de sangue, caso necessário.

A Polícia Civil de Alagoas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e localizar o motociclista. Câmeras de segurança da região podem ter registrado a dinâmica do atropelamento e a fuga do condutor. A polícia solicita que testemunhas forneçam informações que ajudem na identificação do responsável.

Trânsito na Avenida Fernandes Lima

A Avenida Fernandes Lima, uma das principais vias de Maceió, corta diversos bairros e tem tráfego intenso de veículos, inclusive motocicletas. A via não possui ciclovia ou faixa exclusiva para pedestres em todo o seu percurso, o que aumenta o risco de atropelamentos. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL), acidentes com motocicletas representam cerca de 40% das ocorrências registradas na capital alagoana.

O caso de Iara Lemos reacende o debate sobre a segurança de pedestres e a imprudência no trânsito. Até o fechamento desta matéria, o motociclista não havia sido localizado, e o estado de saúde da médica seguia grave, com prognóstico reservado.

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