Greve de servidores em Taubaté continua sem acordo após audiência
Greve de servidores em Taubaté continua sem acordo

A audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira (15) na Justiça entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Servidores Municipais terminou sem acordo. Com isso, a greve iniciada no dia 2 de junho continua impactando os serviços públicos da cidade.

Proposta mantida e rejeitada

Em nota, a administração municipal informou que voltou a apresentar a situação econômica e fiscal do município. A prefeitura manteve a proposta de aumento de 2,5%, valor distante dos 9,34% reivindicados pelo sindicato. Mesmo já recusada pelos servidores, a proposta será novamente votada em assembleia marcada para as 14h30 desta terça-feira (16) em frente à Câmara Municipal.

Dívida do município

Segundo dados do Portal do Tesouro Nacional Transparente, Taubaté possui uma dívida de R$ 235,7 milhões com a União. Somados a outros débitos, como com o Banco de Desenvolvimento da América Latina, o total ultrapassa R$ 1 bilhão. A prefeitura afirma que a cidade tem a maior dívida com o Governo Federal, justificando a dificuldade em conceder o reajuste pedido pelos servidores.

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O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, no entanto, entende que há margem para aumento. Rosalba Ramos, presidente do sindicato, destacou: "O gasto com pessoal na prefeitura é de 42% hoje, enquanto o sinal de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal é de 48,60%. O município gasta muito menos com os servidores do que a lei prevê."

Greve e impactos

A paralisação entrou na terceira semana e segue afetando serviços públicos. Na manhã desta segunda, servidores protestaram em frente ao Palácio do Bom Conselho. A principal reivindicação é a reposição da inflação acumulada desde o último reajuste, concedido em 2024. Os servidores pedem recomposição de 9,43% nos salários.

Na quarta-feira (10), a categoria decidiu manter a greve após rejeitar a proposta da prefeitura em assembleia na Avenida do Povo. A proposta de 2,5% teria aplicação prevista para o próximo ano. Na semana passada, a Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade para garantir serviços essenciais.

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