Greve de ônibus no Rio: rodoviários e empresas decidem nesta terça
Greve de ônibus no Rio: assembleias decidem proposta

O impasse entre rodoviários e empresas de ônibus no Rio de Janeiro pode levar a uma nova paralisação. Nesta terça-feira, a categoria realiza assembleias para avaliar a proposta das empresas, que oferecem reajuste salarial de 4,5% e cesta básica. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro critica a oferta, considerada insatisfatória, e não descarta uma nova greve.

Reivindicação dos rodoviários

Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 17%, alegando perdas salariais acumuladas. Segundo o sindicato, a proposta atual é insuficiente para repor o poder de compra. As empresas, por outro lado, afirmam enfrentar dificuldades financeiras e buscam uma solução viável.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou: "A proposta das empresas é um desrespeito à categoria. Não aceitaremos menos do que a reposição das perdas."

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Assembleias e possíveis impactos

As assembleias ocorrem em diversos pontos da cidade, com participação de motoristas, cobradores e demais trabalhadores do setor. Caso a proposta seja rejeitada, uma nova greve pode ser deflagrada, afetando milhões de passageiros que dependem do transporte público.

Em paralelo, as empresas também se reúnem para avaliar se apresentam uma nova proposta, com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). O órgão tenta intermediar um acordo que evite a paralisação.

Contexto e negociações

Esta não é a primeira vez que a categoria ameaça parar. Em junho, uma greve de dois dias paralisou parcialmente a frota, causando transtornos. Na ocasião, a Justiça determinou multa em caso de descumprimento de serviços mínimos.

As empresas alegam que o aumento de 4,5% é o máximo possível diante da queda de passageiros e do aumento de custos. Dados do setor indicam que a demanda por ônibus no Rio caiu 30% nos últimos cinco anos.

O resultado das assembleias deve ser divulgado ainda nesta terça-feira. Caso não haja acordo, a população pode enfrentar novos transtornos nos próximos dias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar