PF deflagra 6ª fase da Operação Unha e Carne no Rio com foco em grupo que movimentou R$ 7 bi
PF deflagra 6ª fase da Operação Unha e Carne no Rio

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de movimentar mais de R$ 7 bilhões no Rio de Janeiro. Cerca de 40 policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense e em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Esquema de lavagem de dinheiro

As investigações apontam que a organização utilizava empresas de fachada, laranjas e contas bancárias no exterior para ocultar a origem ilícita dos recursos. O dinheiro seria proveniente de tráfico de drogas, contrabando e outros crimes. Segundo a PF, o grupo atuava há pelo menos cinco anos e tinha ramificações em outros estados.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, incluindo imóveis de luxo, veículos e aeronaves.

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Foco em organização criminosa

Esta fase da operação tem como alvo principal um núcleo financeiro que seria responsável por movimentar os valores ilícitos. O delegado responsável, Carlos Henrique de Souza, afirmou que 'a organização possuía uma estrutura sofisticada, com contadores, advogados e operadores financeiros dedicados exclusivamente à lavagem de dinheiro'.

As investigações tiveram início em 2023, a partir de informações de inteligência financeira. A PF já havia realizado cinco fases anteriores da operação, que resultaram na prisão de dezenas de suspeitos e na apreensão de milhões de reais em bens.

Impacto econômico e social

O montante movimentado pelo grupo, estimado em R$ 7 bilhões, equivale a mais de três vezes o orçamento anual da cidade de São Gonçalo para saúde e educação. Especialistas apontam que esquemas como esse prejudicam a economia formal e alimentam a violência no estado.

O Ministério Público Federal acompanha as investigações e pode oferecer denúncia contra os suspeitos nos próximos meses. Os crimes investigados incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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