Furtos de bicicletas alarmam moradores do bairro de Fátima, em Belém
Furtos de bicicletas alarmam bairro de Fátima, Belém

Uma sequência de furtos de bicicletas tem gerado medo e indignação entre moradores e comerciantes do bairro de Fátima, em Belém. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação de um homem suspeito de invadir imóveis e furtar bicicletas utilizando uma ferramenta especializada para abrir cadeados sem fazer barulho. Os casos mais recentes ocorreram na passagem Lameira Bittencourt, onde o comerciante Paulo Lima perdeu duas bicicletas em apenas dois dias.

Comerciante perde duas bicicletas e prejuízo ultrapassa R$ 1,5 mil

Paulo Lima, proprietário de um estabelecimento na passagem Lameira Bittencourt, foi uma das vítimas. As imagens do circuito de segurança mostram o momento em que um homem abre o portão e sai empurrando uma das bicicletas. "Constatei que o cadeado dele não estava no devido lugar. Aí foi que eu fui perceber que tinham levado uma das bicicletas numa segunda-feira. No dia seguinte levaram a outra bicicleta", contou o comerciante. Segundo Paulo, o prejuízo foi de cerca de R$ 1,5 mil. Além da perda financeira, os furtos afetaram o serviço de entrega de filtros de água realizado por ele e pelo filho. "Como era eu e meu filho que entregávamos, agora ficou mais difícil. A gente está tentando ver se recupera, mas acho que está difícil", disse.

Suspeito também tentou furto em residência vizinha

Na mesma madrugada dos furtos no comércio, o suspeito também tentou furtar a bicicleta da autônoma Célia Costa, que estava guardada no pátio da casa dela. Ela percebeu que o cadeado havia sido violado, mas a bicicleta não foi levada porque o criminoso não conseguiu abrir a fechadura. "Quando acordei, o cadeado estava aberto. Depois que ele me contou, eu deduzi que talvez tenha sido ele que tentou abrir. Conseguiu abrir o cadeado, mas não conseguiu abrir a fechadura", relatou. Segundo os moradores, o homem costuma agir durante a noite e utiliza uma ferramenta silenciosa para abrir cadeados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Moradores já haviam notado suspeito semanas antes

A cuidadora Cidália Parente afirma que já havia visto o suspeito circulando pela vizinhança semanas antes dos furtos. "Já tinha visto ele antes, quase um mês atrás, vindo de casa em casa com algo na mão. Não sei dizer o que era. Ele vivia testando as casas e, quando não tinham cadeado, pulava. Acredito que essa ferramenta era para abrir os cadeados", afirmou. Os relatos não se restringem à passagem Lameira Bittencourt. Moradores de ruas próximas dizem que furtos semelhantes também foram registrados em outros pontos do bairro.

Modus operandi se repete em todo o bairro

"Ali na Três de Maio, Nove de Janeiro, esse bairro aqui todinho, ali no Umarizal. Bicicleta ou som, qualquer coisa eles arrombam", disse o jornaleiro Waldeci Brito. Segundo ele, o modo de agir é sempre parecido. "Esse mesmo modus operandi. Pela madrugada eles abrem com uma chave mestra." Com medo de novos furtos, moradores passaram a reforçar a segurança das casas. Célia, por exemplo, instalou uma corrente na bicicleta para dificultar a ação dos criminosos. "Agora estou colocando uma corrente porque, mesmo que ele quebre o cadeado, vai fazer barulho na hora de tirar a corrente e despertar a gente." Ela afirma que a preocupação vai além dos bens materiais. "Além da bicicleta, tem eu, minha mãe e minhas filhas. É uma preocupação ele conseguir entrar até dentro da casa."

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar