Famílias protestam no Recife cobrando auxílio emergencial de R$ 2,5 mil
Famílias protestam no Recife cobrando auxílio de R$ 2,5 mil

Dois novos protestos simultâneos interditaram, na tarde desta quarta-feira (8), o trânsito nas avenidas Recife e Mascarenhas de Morais, na Zona Sul do Recife. Imagens enviadas ao g1 mostram manifestantes ocupando as pistas após atearem fogo em pneus e entulhos. Este é o segundo dia consecutivo de protestos relacionados ao pagamento do auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias atingidas pelas chuvas fortes que deixaram 27 cidades do Grande Recife e da Zona da Mata em situação de emergência em maio.

Manifestantes relatam falhas no pagamento

Segundo os manifestantes, parte dos beneficiários não recebeu o valor pelo governo de Pernambuco e, por isso, a mobilização foi organizada. "Chegou na comunidade e só recebeu algumas pessoas, o resto não, aí a comunidade tá indignada e estão fazendo esse protesto", disse um dos participantes.

Na Avenida Mascarenhas de Morais, o protesto começou por volta das 17h, nas imediações de um supermercado da rede Assaí, no sentido Aeroporto. Já na Avenida Recife, o ato ocorre no sentido da Caxangá, no cruzamento entre os bairros San Martin e Jardim São Paulo, também com início por volta das 17h.

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Ações das autoridades

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou que agentes de trânsito estão orientando os motoristas. O Corpo de Bombeiros enviou uma viatura de combate a incêndio para cada ponto de protesto. O g1 entrou em contato com o governo de Pernambuco para saber sobre o andamento do pagamento do auxílio, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

Detalhes do auxílio emergencial

A lei que criou o benefício foi sancionada no dia 14 de maio pela governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo a norma, a parcela única, no valor de R$ 2,5 mil, deve ser paga a cada família que comprovar danos materiais causados por enchentes ou deslizamentos. O texto prevê investimento de R$ 8,7 milhões para contemplar até 3,5 mil moradores.

O auxílio é destinado a pessoas de baixa renda, cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico), que tiveram perda total ou parcial do imóvel e também a inutilização de mobiliário e eletrodomésticos de uso essencial. Para receber o auxílio, as famílias precisam comprovar, por documento emitido pelo município, que tiveram a residência danificada exclusivamente pelos transtornos provocados pelas chuvas. As pessoas que não são cadastradas no CadÚnico ou que estão com o cadastro desatualizado devem ter atendimento prioritário para cadastramento e encaminhamento ao estado.

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