Duas mortes e ventos de 124,9 km/h: temporal atinge São Paulo
Duas mortes e ventos de 124,9 km/h em SP

Duas pessoas morreram durante os fortes ventos que atingiram o Estado de São Paulo nesta quarta-feira, 29. A Defesa Civil confirmou as mortes e disparou alertas sobre a ventania, ressacas no litoral e chuva de granizo, reflexo da passagem de uma frente fria. No interior, as rajadas superaram 120 km/h.

Mortes e resgates

Em Santos, uma pessoa morreu após ser atingida por uma árvore. O município registrou ventos de 83,7 km/h. Outra morte foi registrada em Cesário Lange, no interior. A Defesa Civil ainda apura a informação sobre uma terceira morte, em São Sebastião, no litoral norte. Em Botucatu, uma árvore caiu sobre a rede elétrica e atingiu um carro onde estava um casal, que foi resgatado pelos bombeiros. As identidades das vítimas não foram divulgadas até o momento.

Rajadas recordes no interior

O órgão informou que, até as 14h, as maiores rajadas de vento foram registradas em Itaporanga (124,9 km/h), Itaí (124,9 km/h), Taquarituba (117 km/h), Paranapanema (113 km/h), Itaberá (104,8 km/h), Itanhaém (111 km/h), Itapeva (84,6 km/h), Santos (83,7 km/h), Coronel Macedo (80,6 km/h), Queluz (75,2 km/h), São Caetano do Sul (71 km/h), Registro (70,2 km/h) e São Paulo (69,8 km/h).

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Impactos na capital e litoral

Na capital, dezenas de milhares de imóveis ficaram sem luz e voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas, na zona sul. A ventania paralisou as operações do Porto de Santos por mais de quatro horas, além de interromper a travessia de balsas entre Santos e Guarujá e entre Ilhabela e São Sebastião. Em Santos, o pico das marés foi de 1,64 metro às 13h40. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa das 12h45 às 17h10. Uma boia de sinalização do canal de navegação chegou a ser deslocada pelo vento, mas foi reposicionada.

Na área do porto sob jurisdição da APS, houve paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, local especializado em granéis líquidos químicos e combustíveis, retomada às 14h10. Houve várias quedas de árvore, sendo que uma de grande porte caiu no terminal de granéis líquidos do bairro de Alemoa. Um armazém de uma empresa que opera no porto, onde já funcionou uma estrutura da Receita Federal, foi gravemente afetado. A travessia de pedestres entre Santos e Vicente de Carvalho (Guarujá) também parou devido aos ventos fortes.

Litoral Norte à deriva

Em Ilhabela, no litoral norte, os fortes ventos provocaram o rompimento de poitas de algumas embarcações fundeadas no canal. As embarcações ficaram à deriva e foram levadas para praias e encostas em diferentes pontos do município. O serviço de balsas entre São Sebastião e Ilhabela foi suspenso às 13h50. Banhistas deixaram as praias às pressas, e vídeos nas redes sociais mostram a ventania sacudindo árvores, levando faixas e papéis pelo ar e barcos à deriva.

Alertas e gabinete de crise

A Defesa Civil de São Paulo enviou dois alertas severos por celular à população. O primeiro foi disparado às 13h para os municípios do litoral, de Itanhaém a Ubatuba. Por volta das 14h, o alerta foi enviado para a capital paulista e região metropolitana. Conforme o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza: “Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”. Diante do cenário, foi ativado o gabinete de crise para reforçar o monitoramento e dar rápida resposta a eventuais ocorrências.

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