Na manhã desta quinta-feira (30), familiares que se dirigiram ao Cemitério da Cachoeirinha, localizado na Zona Norte de São Paulo, para realizar um velório, depararam-se com uma situação chocante: dentro do caixão estava o corpo de uma pessoa desconhecida, e não o de seu ente querido. A troca de corpos foi identificada apenas no momento em que os parentes chegaram ao local para a cerimônia fúnebre, causando imediata revolta e profundo transtorno entre os presentes.
Falha operacional confirmada pela concessionária
A concessionária Cortel, responsável pela administração do cemitério, emitiu uma nota oficial confirmando que houve uma falha operacional no procedimento. “A concessionária lamenta profundamente o ocorrido, pede desculpas aos familiares pelos transtornos causados e informa que adotou as providências necessárias para corrigir prontamente a situação e prestar toda a assistência às famílias”, afirmou a empresa em comunicado.
Medidas internas e investigação
A Cortel informou ainda que instaurou uma apuração interna para identificar as causas exatas do erro. A empresa declarou que reforçará os procedimentos operacionais a fim de evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o tempo necessário para a correção da troca, nem se o caso foi formalmente registrado na Polícia Civil. A reportagem do g1 procurou a concessionária para obter mais informações, mas não houve retorno até a última atualização.
Impacto emocional e repercussão
O incidente gerou indignação entre os familiares, que já estavam abalados pela perda e precisaram lidar com o erro logístico. Especialistas apontam que trocas de corpos em cemitérios são raras, mas quando ocorrem, agravam o sofrimento das famílias enlutadas. A Cortel, que administra diversos cemitérios na capital paulista, terá que revisar seus protocolos de identificação e manuseio de corpos para garantir que a tragédia não se repita.
O caso segue sob investigação interna, e a concessionária prometeu tomar todas as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos e evitar futuras falhas. A população da Zona Norte de São Paulo aguarda esclarecimentos sobre como um erro dessa magnitude pôde ocorrer em um momento tão delicado.



