Bebê nasce em parto pélvico raro com ajuda do pai em MG
Bebê nasce em parto pélvico raro com ajuda do pai em MG

Uma bebê nasceu em casa com a ajuda do pai em Poços de Caldas (MG) em uma situação ainda mais incomum: a criança estava em posição pélvica, quando as nádegas ou os pés se apresentam primeiro no canal de parto. A pequena Esther está internada na UTI neonatal, mas passa bem e deve se reunir em breve com os pais.

Trabalho de parto acelerado surpreende casal

Quéren Alexandre Rodrigues estava com 38 semanas de gestação e já sabia que o nascimento da filha deveria acontecer naquela semana. O que ela e o marido, o engenheiro mecânico Renan Baade de Paula, não esperavam era que tudo acontecesse tão rápido. Com o avanço do trabalho de parto, Renan ajudou a esposa dentro de casa. "Eu já fui lavar minhas mãos, aí eu peguei ela, já deixei todo o chão limpo, coloquei uma coberta, um lençol limpo, peguei umas toalhas, peguei um cobertor. Aí a gente já foi para as posições para ela ficar mais confortável na contração", contou.

Surpresa: bebê nasce em posição pélvica

Mas o casal ainda enfrentaria uma surpresa. Quando o bebê começou a nascer, eles perceberam que não conseguiam ver a cabeça da criança. "Eu senti uma contração diferente, um bebê, uma cabecinha que não ia para frente e tudo, que ficava indo e voltando. E aí quando eu tive um expulsivo mais forte que saiu a bundinha e o pezinho do bebê assim para fora, ela nasceu chutando inclusive, foi o momento em que a gente viu que a gente correu um risco terrível", relatou Quéren.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Segundo o médico residente em ginecologia e obstetrícia Gabriel Augusto Souza Andrade, a apresentação pélvica ocorre em uma pequena parcela das gestações. "O parto pélvico, aquele que é a apresentação do bebê, ela está pélvica. Então, as nádegas, ou as nádegas ou os pés, as perninhas, estão voltadas para o canal cervical da mãe. A apresentação pélvica, ela está em cerca de 3 a 4% das apresentações totais. E uma quantidade pequena, ainda menor, são de partos vaginais pélvicos", explicou.

Fé e confiança marcam experiência

Para Quéren, a experiência foi marcada pela fé e pela confiança. "Eu senti como se a gente tivesse recebido um grande abraço mesmo, divino, sabe? Porque nem eu nem eles tivéssemos planejado 100% do tempo o parto como teria sido, não teria sido tão perfeito, sabe?", disse.

Agora, depois do susto e da emoção, a família aguarda o momento de voltar para casa com Esther. "A gente não vê a hora de estar todo mundo em casa, a nossa mais velha também, a nossa filhinha, a nossa mais novinha lá com a gente", afirmou Renan.

Quéren acredita que a experiência transformou sua maneira de enxergar a vida e os relacionamentos. "Emocionalmente, eu falo que esse parto mudou muita coisa do que eu vejo da vida. Sobre entrega e confiança mesmo. Não só na vida, em Deus ou em algo maior, como nas pessoas que você escolheu para fazer parte da sua família. Porque se a gente não tivesse confiado um no outro, não tinha dado certo", completou.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar