Ataque de pitbull deixa mãe e filho feridos em Divinópolis
Ataque de pitbull fere mãe e filho em Divinópolis

Uma dona de casa de 38 anos e seu filho de 17 anos foram atacados pelo próprio cão da raça pitbull no fim da manhã de domingo (26), no bairro Paraíso, em Divinópolis. O ataque ocorreu no quintal da residência da família e durou cerca de 30 minutos. O animal morreu durante a ação, após a intervenção de vizinhos que ouviram os gritos de socorro.

O ataque

De acordo com a moradora Vanderleya Aparecida de Paula Batista, o pitbull fazia parte da família havia aproximadamente três meses. No momento do ataque, apenas ela e dois filhos estavam em casa; o filho mais novo, de 9 anos, dormia dentro da residência. Em determinado momento, a corrente que prendia o cão se soltou. Ao tentar recolocá-lo no local onde costumava ficar preso, o cachorro atacou o filho dela. "Entrei na frente para proteger ele, mas o cachorro continuou mordendo meu menino e depois veio para cima de mim. Ele me jogou no chão e me mordia na barriga, no seio e na perna", relatou Vanderleya.

A mulher sofreu diversas mordidas e levou um ponto em uma das pernas. O adolescente também foi mordido várias vezes. Segundo Vanderleya, o filho havia passado recentemente por uma cirurgia, o que aumentou a preocupação da família. Ela estima que a luta tenha durado cerca de 30 minutos. "A gente não morreu porque esses vizinhos ajudaram a tirar o cachorro de cima da gente. Foi uma luta sangrenta. Hoje eu só agradeço a Deus porque nós nascemos de novo", disse.

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Socorro e resgate

Os pedidos de socorro mobilizaram vizinhos e pessoas que passavam pela rua. Um homem entrou no quintal e tentou conter o animal com golpes de faca. Outro morador também ajudou na contenção e conseguiu sufocar o cachorro. O pitbull morreu no local. As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis com ferimentos e escoriações. Segundo o Samu, a Central de Regulação recebeu o chamado às 11h29 para uma ocorrência de ataque de animal na Rua Padre Abel.

Reclamação sobre atendimento na UPA

Após serem levados à UPA, Vanderleya afirmou que deixou a unidade insatisfeita com o atendimento. Segundo ela, inicialmente nem ela nem o filho receberam a vacina antirrábica. A mulher também disse que o curativo feito no adolescente foi insuficiente e que, apesar de sentir fortes dores na região das costelas após o ataque, não passou por exame de raio-X. Horas depois, por volta das 19h, Vanderleya recebeu uma ligação da equipe da UPA orientando que retornasse à unidade. No retorno, mãe e filho receberam a primeira dose da vacina antirrábica. Segundo a paciente, ambos deverão voltar em três dias para receber a próxima dose do esquema vacinal.

Posicionamento da Prefeitura

A reportagem procurou a Prefeitura de Divinópolis e a administração da UPA para esclarecer quais protocolos foram adotados no atendimento inicial das vítimas, por que a vacinação antirrábica não foi realizada durante o primeiro atendimento e o motivo de não terem sido solicitados exames de imagem, conforme relatado pela paciente. O g1 aguarda retorno.

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