Uma mulher grávida de oito meses foi sequestrada, assassinada a facadas e teve o feto retirado do útero em Cáli, na Colômbia. O crime bárbaro ocorreu em 16 de julho, quando María Camila Potosí, de 21 anos, saiu de casa para uma consulta pré-natal e nunca mais voltou.
Desaparecimento e localização do corpo
O marido de María Camila registrou o desaparecimento no mesmo dia, após ela não retornar da consulta. O corpo da jovem foi encontrado quatro dias depois, em 20 de julho, enrolado em lençóis e sob uma pilha de cobertores, a aproximadamente seis quilômetros de sua residência. Policiais que atenderam a ocorrência relataram que a vítima apresentava múltiplas facadas e sinais de tortura, com mãos e pés amarrados. O bebê que ela carregava havia sido removido do útero e não foi localizado.
Investigacão e suspeita
De acordo com as autoridades, María Camila foi vista pela última vez na garupa de uma motocicleta conduzida por uma mulher que ela conhecera dois meses antes, por meio de um programa local de apoio a gestantes. A suspeita, cujo nome não foi divulgado, prestou depoimento com versões contraditórias e permanece como foco central da investigação. A polícia segue em busca da criança desaparecida e não descarta novas linhas de apuração.
Apelo da família
Alba Gomez, mãe de María Camila, fez um apelo emocionado aos assassinos, pedindo a devolução da neta, a quem já deu o nome de Alahia. Em entrevista ao veículo colombiano RCN Noticias, ela declarou: “A única coisa que peço com este apelo, e com a fé esperançosa de que minha bebê esteja viva, é que ela seja encontrada.” A família mantém esperanças de que a criança ainda esteja com vida.
Contexto de violência
O caso chocou a Colômbia e reacendeu debates sobre a violência contra mulheres no país. Dados oficiais indicam que, em 2022, foram registrados mais de 600 feminicídios na Colômbia. O governo local intensificou as buscas e prometeu reforçar as investigações para localizar o bebê e prender os responsáveis.



