A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira (16) em Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia, contra um grupo criminoso suspeito de utilizar documentos falsos para fraudar benefícios assistenciais destinados a idosos. A estimativa é que os golpistas tenham causado um prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos.
Investigação de um ano
As investigações tiveram início há aproximadamente um ano, quando a PF identificou um grupo de pessoas fictícias que figuravam como titulares de benefícios assistenciais a idosos. Algumas delas recebiam os valores irregularmente há cerca de uma década. A partir de informações levantadas pela Polícia Federal e pelo Núcleo de Inteligência do Ministério da Previdência Social, constatou-se que os documentos de identidade usados para obter os benefícios eram falsos, pois não constavam nos registros do Instituto de Identificação da Bahia.
Identidades múltiplas e fraudes recorrentes
Além disso, foi descoberto que os beneficiários utilizavam diversas identidades falsas para receber mais de um benefício fraudulento. As investigações revelaram ainda que:
- Vários benefícios foram solicitados ao INSS por supostos “representantes legais” dos beneficiários, sem que houvesse qualquer documento que justificasse essa condição.
- Em outros casos, os “representantes legais” foram cadastrados nos benefícios fraudulentos somente após a data de concessão.
- Diversos benefícios que já haviam sido suspensos pelo INSS tiveram pedidos de reativação feitos pelos investigados, o que permitiu a renovação dos pagamentos, inclusive de valores atrasados.
50 benefícios fraudulentos identificados
Ao todo, foram identificados 50 benefícios fraudulentos. A PF informou que os mandados de busca e apreensão cumpridos em Santo Amaro visam apreender documentos, mídias e objetos que possam confirmar a prática criminosa. Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social.



