Uma Samaúma de mais de 80 anos, localizada em frente à Procuradoria-Geral de Justiça, no bairro do Araxá, na Zona Sul de Macapá, foi tombada pelo governo do Amapá em 8 de julho. O decreto atende a pedido do Ministério Público do Estado (MP-AP), que considera a árvore símbolo da sua história e das políticas de proteção à sociedade e ao meio ambiente.
Proteção legal e preservação da flora amazônica
O tombamento garante proteção legal à Samaúma e impede corte ou exploração da árvore. O objetivo é preservar a flora amazônica. O decreto proíbe supressão, exploração, poda abusiva, transplante ou qualquer intervenção sem autorização que comprometa a saúde da árvore.
Segundo o procurador-geral Alexandre Monteiro, o MP já cuidava da árvore, mas agora, com o decreto, a responsabilidade é maior. “O Ministério Público se espelha nessa árvore para ser guardião dos direitos da população e dos bens do Estado. Já cuidávamos dela, mas agora temos obrigação legal de protegê-la com ainda mais carinho”, disse Monteiro.
História e características da Samaúma
De acordo com o MP, um estudo aponta que a Samaúma tem mais de 80 anos e cerca de 30 metros de altura. Quando o terreno da Procuradoria foi comprado, a árvore já estava lá. Desde então, o MP cuida da árvore. Hoje, além do simbolismo, ela dá nome à praça em frente ao órgão.
“O terreno foi comprado em 2005 e, em 2013, inauguramos a Praça da Samaúma. A árvore é de grande porte, com raízes profundas, e representa um bem ambiental de extrema relevância, oferecendo proteção às espécies e ao ecossistema ao redor”, disse Monteiro.
Transformações e eventos culturais
Com mais de 80 anos, a Samaúma acompanhou várias transformações do Amapá. Ela já existia desde o período do antigo território. Hoje, por causa do clima, a Samaúma está com folhas secas e aguarda o período de floração nos próximos meses.
A árvore também dá nome ao tradicional Luau da Samaúma, evento do MP que reúne gastronomia e cultura ao redor da planta. O luau conta com atrações musicais e acender das luzes, em Macapá.



