Um pescador esportivo de Itanhaém, no litoral de São Paulo, viveu um momento único ao se deparar com um peixe-lua, um dos maiores peixes ósseos do mundo, durante um passeio de moto aquática. Fernando Sousa de Oliveira Gomes, que registrou o encontro no último sábado (1º), contou ao g1 que ficou emocionado com a aparição rara do animal.
Encontro emocionante
“É uma emoção única. A gente sabe que é um peixe raro e que vive nas profundezas, então é uma emoção indescritível passar por um momento desse. Costumo dizer que é uma dádiva de Deus”, afirmou Fernando, que estimou que o peixe pesava aproximadamente 150 quilos.
O avistamento ocorreu em uma área próxima à praia do Centro, em Itanhaém. O pescador contou que o animal chamou sua atenção pelo tamanho e pela aparência característica, e que ele não hesitou em registrar o momento.
Espécie rara e impressionante
O biólogo marinho Alex Ribeiro explicou ao g1 que o peixe-lua pode pesar até uma tonelada, embora o exemplar visto por Fernando tenha sido estimado em 150 kg. A espécie, que tem um corpo achatado e formato peculiar, alimenta-se de águas-vivas, pequenos peixes e moluscos, mas raramente é vista na superfície, pois habita as profundezas do oceano.
“É um peixe que vive em águas profundas e sobe à superfície apenas em circunstâncias específicas, como para se aquecer ou se alimentar. Por isso, encontrá-lo é algo realmente especial”, destacou o biólogo.
Recorde mundial em Portugal
Em dezembro de 2021, um peixe-lua de 2.700 quilos foi encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, e se tornou o maior peixe ósseo já registrado pela ciência. O estudo que descreveu o animal foi publicado em outubro de 2022.
O biólogo português José Nuno Gomes-Pereira, da associação Atlantic Naturalist, afirmou que o animal encontrado em Portugal “não é um indivíduo anormal cujo tamanho extremo se deve a uma mutação genética”, pois a espécie pode naturalmente atingir essas dimensões. Gomes-Pereira considerou que, finalmente, um grupo de cientistas conseguiu pesar e medir um exemplar tão grande.
Importância do registro
O aparecimento do peixe-lua em Itanhaém reforça a importância de registrar e estudar essas ocorrências raras, que ajudam os cientistas a entender melhor o comportamento e a distribuição da espécie. O biólogo Alex Ribeiro ressaltou que avistamentos como o de Fernando são valiosos para a pesquisa marinha.
“Cada registro desses contribui para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha e sobre a presença dessa espécie em águas brasileiras”, concluiu.



