Uma árvore centenária localizada no Largo do Carmo, em Mogi das Cruzes, teve partes danificadas removidas após um incêndio registrado na segunda-feira (6). De acordo com a Prefeitura, o fogo pode ter sido provocado por vândalos e comprometeu parte da estrutura da árvore. Novos focos de incêndio foram registrados na terça-feira (7) e nesta quarta-feira (8), exigindo novas intervenções do Corpo de Bombeiros.
Monitoramento e novas inspeções
Equipes da Defesa Civil acompanham a situação e realizam vistorias para avaliar as condições de segurança da árvore e da área ao redor. Nesta quarta-feira, uma nova inspeção foi feita em conjunto com a Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente. Segundo a Prefeitura, o monitoramento continuará nos próximos dias, e novas medidas poderão ser adotadas para garantir a segurança de pedestres, motoristas e dos imóveis históricos próximos ao Largo do Carmo.
Danos na base e no tronco
O coordenador de Proteção e Defesa Civil, Marcos Vicente de Paulo, informou que a inspeção identificou danos principalmente na base e em parte do tronco da árvore. "Seguiremos monitorando continuamente a situação e adotando todas as medidas necessárias, incluindo o isolamento da área, para preservar a segurança das pessoas e proteger os bens históricos localizados no entorno", afirmou.
Árvore histórica da espécie Ficus
A secretária municipal do Clima e Meio Ambiente, Patricia Cesare, informou que a árvore é da espécie Ficus, de grande porte, e tem importância histórica por fazer parte da paisagem do Largo do Carmo há décadas. "A prioridade é garantir a segurança da população, sem deixar de respeitar a importância ambiental e histórica dessa árvore. Todas as decisões serão tomadas com base em critérios técnicos e acompanhadas pelas equipes responsáveis", ressaltou a secretária. Segundo ela, após a retirada, outra árvore será plantada no local.
Proteção ao patrimônio histórico
A secretária municipal de Cultura, Eliana Mangini, destacou que o Largo do Carmo abriga o Theatro Vasques e as Igrejas do Carmo, bens tombados pelo município, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). "Vamos informá-los da situação e da necessidade de remoção da árvore, definida pela Defesa Civil", explicou Eliana.



