Agricultores familiares de Silves, no interior do Amazonas, iniciaram a segunda safra de café robusta cultivado em sistema agroflorestal. A expectativa é colher 14 toneladas do grão nesta temporada, com potencial de movimentar mais de R$ 220 mil na economia local. O café é produzido em áreas degradadas, sem necessidade de desmatamento, permitindo a recuperação do solo e a preservação de árvores nativas, além de gerar renda para as famílias da região.
Primeira safra e ampliação do projeto
Na primeira safra, em 2025, os produtores colheram 160 sacas de café, o equivalente a cerca de 9,6 toneladas, em uma área de oito hectares. Com os resultados positivos, o projeto foi ampliado para 11 hectares e atualmente beneficia dez famílias. O modelo agroflorestal combina o cultivo do café com a recuperação de áreas degradadas, sem desmatamento, mantendo as árvores nativas preservadas.
Apoio técnico e parcerias
A iniciativa conta com apoio da empresa Eneva, em parceria com a Associação Solidariedade Amazonas (ASA) e suporte técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Além da assistência para o cultivo, os agricultores recebem orientação sobre manejo sustentável, adubação e comercialização da produção, com o objetivo de ampliar o acesso ao mercado regional.
“Acreditamos que o desenvolvimento sustentável acontece quando as comunidades encontram oportunidades econômicas compatíveis com a realidade da Amazônia. Mais do que apoiar a produção, buscamos contribuir para que os agricultores tenham acesso ao mercado e construam uma fonte de renda duradoura”, afirma Elizabeth Teles, gerente de Responsabilidade Social da Eneva.
Impacto social e econômico
Segundo os organizadores, o projeto também ajuda a manter as famílias no campo e incentiva a participação dos jovens na agricultura familiar por meio da bioeconomia. O café robusta cultivado em sistema agroflorestal em Silves é um exemplo de como a produção sustentável pode gerar renda e preservar a floresta amazônica.



