O pão de queijo, ícone da culinária mineira, agora é servido no restaurante do Museu do Louvre, em Paris. A iguaria brasileira conquistou o paladar dos franceses e se tornou um dos itens do menu do Café Mollien, localizado dentro do museu.
Como o pão de queijo chegou ao Louvre
A história começa com a chef brasileira Manuelle Ferraz, que comanda o Café Mollien. Ela introduziu o pão de queijo no cardápio como uma opção de lanche típico brasileiro. A receita, segundo ela, é a tradicional, feita com polvilho azedo, queijo minas curado, ovos e leite. O segredo, revela a chef, está na qualidade dos ingredientes e no ponto certo da massa.
"O pão de queijo servido no Louvre é exatamente o mesmo que se come em Minas Gerais. Usamos polvilho azedo de boa procedência e queijo minas curado, que dá o sabor característico", explica Manuelle Ferraz ao Estadão.
Reação do público
O sucesso foi imediato. Turistas de diversas nacionalidades provam e se surpreendem com o sabor. "Muitos franceses pensam que é uma variação do gougère, mas quando explicamos que é brasileiro, eles ficam encantados", conta a chef. O pão de queijo é servido como entrada ou lanche, acompanhado de café ou chá.
O Café Mollien recebe cerca de 300 visitantes por dia, e o pão de queijo representa 20% dos pedidos de lanche, segundo dados do estabelecimento.
Expansão da culinária brasileira
A presença do pão de queijo no Louvre é vista como um marco para a gastronomia brasileira no exterior. "É uma forma de mostrar a riqueza da nossa culinária para o mundo", diz Manuelle. A chef planeja incluir outros pratos típicos brasileiros no cardápio, como coxinha e brigadeiro, para apresentar ainda mais sabores do Brasil aos visitantes do museu.



