Uma nova tendência está preocupando criadores de conteúdo no Instagram: a proliferação de cortes de vídeos longos, especialmente de podcasts e entrevistas, publicados como Reels. Esses clipes, muitas vezes extraídos sem autorização, estão gerando milhões de visualizações, mas prejudicando os criadores originais, que veem seu engajamento e receita despencarem.
Como os cortes afetam os criadores
De acordo com um estudo recente do Instituto de Mídias Sociais, criadores que tiveram seus conteúdos cortados sem permissão perderam em média 30% do engajamento em suas postagens originais. Além disso, a receita de anúncios caiu cerca de 25% para esses perfis. “É desanimador ver seu trabalho sendo usado por outros sem qualquer crédito ou compensação”, disse Maria Silva, youtuber e podcaster, em entrevista ao O Globo.
A resposta do Instagram
O Instagram afirma estar ciente do problema e trabalhando em soluções. Em nota, a plataforma disse que “está comprometida em proteger os direitos dos criadores e está testando novas ferramentas para identificar e remover cortes não autorizados”. No entanto, criadores reclamam que as medidas são insuficientes e demoradas.
O impacto na economia criativa
A prática dos cortes também afeta a economia criativa como um todo. Pequenos criadores, que dependem do engajamento para monetizar, são os mais prejudicados. “Perdi seguidores e parcerias porque meus vídeos originais não tinham mais alcance”, relata João Pedro, criador de conteúdo educacional. A situação levanta questões sobre a necessidade de regulamentação mais rígida e de conscientização dos usuários sobre direitos autorais.



