Michaël Trazzi, neto do ex-deputado Rubens Paiva e de Eunice Paiva, reuniu centenas de pessoas no último sábado em São Francisco, Califórnia, para protestar contra o avanço desenfreado da inteligência artificial (IA) no Vale do Silício. O protesto ocorreu em frente a sedes de grandes empresas de tecnologia, como OpenAI e Google, e contou com cerca de 350 participantes, segundo organizadores.
Protesto reúne 350 pessoas em frente a gigantes da tecnologia
O ato foi convocado por Trazzi, de 30 anos, que já havia realizado greves de fome para chamar atenção para os riscos da IA. No último sábado, os manifestantes exigiram uma pausa imediata no desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial, citando preocupações com empregos, economia e segurança. "Estamos aqui para pedir que os CEOs das maiores empresas de tecnologia do mundo assumam um compromisso público de interromper o avanço da IA até que possamos avaliar seus impactos", declarou Trazzi durante o protesto.
Neto de Rubens Paiva: ativismo contra a IA
Michaël Trazzi é conhecido por seu ativismo em causas tecnológicas e sociais. Neto de Rubens Paiva, deputado cassado e morto durante a ditadura militar brasileira, e de Eunice Paiva, reconhecida por sua luta pelos direitos humanos, Trazzi busca dar continuidade ao legado familiar de engajamento político. Desta vez, o alvo é a inteligência artificial generativa, que, segundo ele, representa uma ameaça à estabilidade econômica e ao mercado de trabalho.
"Não somos contra a tecnologia, mas contra o ritmo irresponsável com que ela está sendo desenvolvida. Milhões de empregos podem desaparecer da noite para o dia, e não há qualquer plano de mitigação", afirmou Trazzi. O protesto também contou com a presença de especialistas e trabalhadores do setor de tecnologia, que temem ser substituídos por máquinas.
Impacto e próximos passos
O protesto em São Francisco é mais um capítulo na campanha de Trazzi por uma regulação mais rigorosa da IA. Ele já havia realizado greves de fome em 2023 e 2024 para pressionar líderes do setor. A ação do último sábado teve como alvo principal a OpenAI e o Google, duas das empresas que mais investem em inteligência artificial generativa.
"Queremos que eles assinem um compromisso público de pausar o desenvolvimento de modelos mais poderosos até que a sociedade possa debater e decidir como quer usar essa tecnologia", explicou Trazzi. Até o momento, nenhum dos CEOs das empresas alvo se pronunciou sobre as demandas do protesto.
O movimento de Trazzi ganhou repercussão nas redes sociais e entre ativistas de tecnologia, que veem na ação uma forma de pressionar por mudanças. A expectativa é que novos protestos sejam organizados nas próximas semanas em outras cidades do Vale do Silício.



