Diretor da CIA compara IA avançada a 'armas nucleares digitais'
CIA: IA é como 'arma nuclear digital'

O diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou, nesta terça-feira (30), os modelos de inteligência artificial mais avançados com 'armas nucleares digitais'. 'Não seria um absurdo, como já mencionamos, comparar suas capacidades com as de armas nucleares digitais', disse Ratcliffe, em relação à IA.

A declaração ocorre após o governo Trump dar uma guinada em sua política sobre IA por motivos de segurança nacional. Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic, empresa americana líder em IA com sede em San Francisco, a impedir o acesso a seus dois modelos mais potentes, Mythos 5 e Fable 5, através de um 'controle de exportação'.

Medidas de restrição e suspensão parcial

Esta medida foi parcialmente suspensa na sexta-feira para o Mythos 5, acessível agora para um grupo de parceiros americanos. No entanto, a versão para o público em geral do Fable 5, com funções limitadas, segue fora de linha. A também americana OpenAI lançou, na sexta-feira (26), seu modelo GPT-5.6, acessível apenas para um círculo de parceiros locais autorizados pela Casa Branca.

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Prioridade máxima e acusações

Em linha com o governo Trump, Ratcliffe reiterou que as 'tecnologias emergentes' eram 'sua prioridade máxima', 'no mesmo nível que a China'. Em sua fala em uma conferência da AWS, a divisão em nuvem da Amazon, o diretor da CIA, no cargo há 18 meses, acusou os adversários dos Estados Unidos de quererem 'roubar e manipular' sua tecnologia.

Reorganização e encontros com líderes

Ratcliffe destacou uma reorganização na CIA para aumentar suas capacidades em cibersegurança e admitiu ter se reunido com Elon Musk, diretor da SpaceX, assim como diretores de Amazon, Google e Dell.

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