Dois estudantes de Sorocaba, interior de São Paulo, conquistaram o primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) e quebraram o recorde nacional da competição. Giovanni Floravanti, de 18 anos, e Victor Trevisan, de 16 anos, projetaram e construíram um foguete que alcançou 672,2 metros de distância horizontal, cerca de 300 metros a mais que o segundo colocado.
A competição, realizada no Rio de Janeiro, reuniu estudantes de todo o Brasil durante quatro dias. O objetivo era disputar qual foguete desenvolvido atingiria a maior distância horizontal. A dupla montou o próprio foguete desde o protótipo, com foco em alcançar a distância desejada, respeitar o regulamento e garantir a viabilidade técnica.
O foguete, com 1,77 metro de altura, utilizou materiais como garrafas PET, fibra de vidro, resinas, metais e peças produzidas por impressão 3D. A garrafa PET funcionou como reservatório de água e ar comprimido, que, ao serem expelidos, geram o impulso necessário para o lançamento. As garrafas foram reforçadas com fibra de vidro e resina, tornando-se a estrutura principal do foguete.
Victor e Giovanni relataram que o processo de construção levou semanas para a base de lançamento e mais algumas semanas para cada foguete, incluindo testes. Desde o início de 2025, foram construídas diversas versões reduzidas para testar sistemas, base de lançamento e estabilidade. O projeto incluiu aletas para estabilidade durante o voo e passou por simulações em computador para definir peso e formato.
Segundo os estudantes, a inspiração veio de foguetes estrangeiros e projetos anteriores de outras equipes. Eles destacaram a dificuldade de manusear materiais específicos e a necessidade de equilibrar conhecimento técnico e teórico. “Quando descobrimos que tínhamos quebrado o recorde nacional e conquistado o primeiro lugar absoluto, foi emocionante”, disse Giovanni.



