O mercado brasileiro de veículos eletrificados registrou um novo recorde histórico em maio, com 44.981 unidades emplacadas, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O volume representa um crescimento de 170,3% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram vendidas 16.641 unidades. Na comparação com abril deste ano, a alta foi de 16,8%, superando as 38.516 unidades do mês anterior.
Pela primeira vez, os eletrificados responderam por 17% das vendas de automóveis e comerciais leves no país, mais que dobrando a participação do segmento em relação ao ano passado. O resultado consolida uma tendência de crescimento ao longo de 2026: em janeiro, a fatia era de 14,6%; em fevereiro, 14,1%; em março, 13,7%; e em abril, 16,2%.
Dos veículos vendidos em maio, 82% eram modelos plug-in, ou seja, com recarga externa. Os elétricos a bateria (BEV) somaram 20.974 unidades, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) totalizaram 15.821 emplacamentos. Entre os híbridos sem recarga externa, os HEV registraram 4.273 unidades e os HEV Flex, 3.913.
A produção nacional também ganhou força. Segundo a ABVE, os veículos fabricados ou montados no Brasil representaram 39% das vendas de eletrificados em maio, contra apenas 6% no mesmo período de 2023. A participação dos importados caiu de 94% para 61%, sinalizando uma mudança no perfil da oferta.
Para o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, o crescimento da produção local está gerando um efeito multiplicador na cadeia da eletromobilidade, impulsionando investimentos em infraestrutura de recarga, baterias e autopeças. O desempenho de maio reforça que a eletrificação deixou de ser um nicho e ganha relevância no mercado automotivo nacional.



