Sedentarismo prolongado aumenta risco de câncer, aponta estudo
Sedentarismo prolongado ligado a maior risco de câncer

Um novo estudo britânico associou períodos prolongados de sedentarismo a um aumento significativo no risco de câncer. A pesquisa, que monitorou a atividade física de 91 mil pessoas por 12 anos, constatou que cada hora adicional de comportamento sedentário diário elevou em 9% o risco de mortalidade por câncer.

Metodologia e resultados principais

O estudo acompanhou participantes do Reino Unido, utilizando acelerômetros para medir com precisão os níveis de atividade física e os períodos de inatividade ao longo do dia. Os resultados mostraram que não apenas a quantidade total de tempo sedentário importa, mas também a forma como ele é distribuído. Intervalos longos e contínuos de inatividade foram associados a um risco maior, independentemente do volume total de atividade física moderada a vigorosa.

“Substituir períodos prolongados de sedentarismo por atividade física, mesmo que leve, pode reduzir o risco de câncer”, destacaram os pesquisadores. A análise ajustou fatores como idade, sexo, índice de massa corporal e condições de saúde preexistentes.

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Implicações para a saúde pública

Os achados reforçam a importância de interromper longos períodos sentado, com pausas para levantar e se movimentar. A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, mas o estudo sugere que a distribuição temporal da atividade também é crucial. Pequenas mudanças, como levantar a cada hora ou realizar caminhadas curtas, podem trazer benefícios.

“Este é um alerta para que as pessoas evitem ficar sentadas por horas seguidas, mesmo que pratiquem exercícios regularmente”, afirmou o autor principal do estudo, em comunicado à imprensa.

Limitações e próximos passos

O estudo tem limitações, como a medição da atividade física apenas no início do período de acompanhamento, o que pode não refletir mudanças ao longo dos 12 anos. Além disso, a amostra é majoritariamente branca e de classe média, o que pode limitar a generalização para outras populações. Novas pesquisas devem investigar mecanismos biológicos e testar intervenções para reduzir o sedentarismo.

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