Alexa+ fica mais inteligente, mas ainda erra nomes como Henrique
Alexa+ fica mais inteligente, mas erra nomes próprios

A Alexa+, nova versão da assistente virtual da Amazon lançada para um grupo restrito de usuários no Brasil, ficou mais inteligente com recursos de inteligência artificial generativa, mas ainda comete erros básicos, como pronunciar nomes próprios incorretamente. O repórter Henrique, por exemplo, foi chamado de Henque, Renque e até Henquique.

Melhorias na compreensão musical e conversação

Desde 2019, quando o serviço foi lançado no Brasil e concorria com o Google Nest, a Alexa era usada principalmente como um interruptor de luxo para apagar luzes, ver a previsão do tempo e programar alarmes. Na versão antiga, pedir músicas de bandas com nomes específicos, como The XX, resultava em seleções aleatórias. Agora, a Alexa+ entende o pedido e corrige a pronúncia para o inglês correto – “tocando the twentieth”.

O grande atrativo da Alexa+ é a capacidade de conversação. A voz foi alterada, embora seja possível retornar à versão anterior. O fato de não precisar repetir a palavra de ativação o tempo todo facilita diálogos. É possível pedir para ler as notícias do dia e, em seguida, iniciar uma conversa sobre a Copa do Mundo. A assistente até palpitou que o Brasil ganharia da Escócia por 2x0.

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Memória de conversas e falhas de integração

A inteligência artificial conta com uma memória de conversas, que ainda precisa de ajustes. Em testes com pedidos musicais, a assistente ignorou a instrução para não tocar a música 'Creep', do Radiohead. Após ser corrigida, ela suspendeu a faixa. Dias depois, ao retomar o tema, a Alexa+ havia se esquecido da restrição, mas prometeu anotar a preferência no aplicativo do celular, reforçando o discurso de privacidade.

Algumas funcionalidades não fazem sentido em dispositivos sem tela, como o antigo Echo Studio usado no teste. Pedir para montar um guia de turismo ou resumir documentos enviados por e-mail são tarefas que exigem um display para acompanhamento. Além disso, por questões de privacidade, a conexão do e-mail pessoal ao aparelho foi evitada.

Problemas de compatibilidade e ausência de site em português

Ainda há falhas de integração. A Alexa+ não conseguiu se conectar a um modelo de televisão que já era compatível com a versão anterior – e não há previsão da Amazon ou fabricantes de TVs atualizarem para a versão nova. Outro ponto negativo é a ausência de um site da Alexa+ em português. Nos Estados Unidos, o portal é um diferencial importante, funcionando de forma semelhante ao ChatGPT ou ao Google Gemini. Segundo a Amazon Brasil, não há previsão de lançamento da página no idioma local.

Preços e disponibilidade

O acesso à Alexa+ segue limitado e será liberado apenas para quem solicitar ou comprar um novo dispositivo Echo ou FireTV até o final de outubro. A Amazon liberou o acesso ao serviço a pedido do g1. O valor da Alexa+ faz parte do pacote de serviços dos assinantes do Amazon Prime (R$ 19,90), que compensa pela novidade e pelo fato de não ter de pagar a mais pela assistente. Já o pagamento da assinatura avulsa, fixada em R$ 99,99 ao mês sem os benefícios do Prime, não apresenta bom custo-benefício.

Dispositivos compatíveis incluem Echo Dot, Echo Spot, Echo Show 8 e Fire TV 4K e HD, com preços entre R$ 350 e R$ 1.500.

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