O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do terceiro pedido de inquérito contra Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (19) e reforça o avanço das investigações que miram o empresário.
Distribuição dos pedidos no STF
Além do caso que coube a Dino, outros dois pedidos de investigação contra Lulinha foram distribuídos ao ministro André Mendonça, que já é relator das apurações sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Com isso, Mendonça acumula três frentes de investigação relacionadas ao filho do ex-presidente.
Os pedidos foram apresentados por diferentes autores e apontam supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Lulinha. O sorteio define qual ministro será responsável por analisar o caso e conduzir as diligências.
O que está em jogo
A decisão do STF de dar andamento a esses pedidos ocorre em meio a um cenário de atenção redobrada sobre as relações entre o ex-presidente e seus familiares. Os inquéritos podem resultar em medidas como quebra de sigilo bancário, depoimentos e outras diligências, caso os ministros entendam que há indícios suficientes.
Até o momento, não há manifestação oficial de Lulinha ou de sua defesa sobre os novos desdobramentos. O empresário já havia negado anteriormente qualquer irregularidade em suas atividades.
Contexto das investigações
Os pedidos de inquérito contra Lulinha tramitam no STF desde o ano passado, quando parlamentares e entidades apresentaram representações. A distribuição dos casos a diferentes ministros é um procedimento padrão, mas pode gerar interpretações divergentes sobre a condução das apurações.
Especialistas ouvidos pelo Valor destacam que a atuação de dois ministros em casos relacionados pode trazer complexidades, mas também garante maior celeridade, já que cada um terá sua própria análise.
Próximos passos
Com a definição dos relatores, os próximos passos incluem a análise preliminar dos pedidos e a decisão sobre a abertura formal de inquérito. Caso os ministros acolham as representações, serão determinadas as primeiras diligências, como oitiva de testemunhas e solicitação de documentos.
O STF não divulgou prazos para essas decisões, mas a expectativa é de que os casos avancem nos próximos meses. A defesa de Lulinha poderá apresentar manifestações e contestar eventuais medidas.



