A delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), enfrenta sérias chances de ser rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com fontes próximas ao caso, os procuradores consideram que as informações apresentadas pelo ex-banqueiro não são suficientemente robustas para embasar novas investigações.
Falta de provas consistentes
Paulo Henrique Costa firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal no ano passado, na esperança de reduzir sua pena em troca de revelações sobre supostos esquemas de corrupção envolvendo políticos e empresários do Distrito Federal. No entanto, a PGR avalia que as alegações são vagas e carecem de documentos ou testemunhas que as corroborem.
Um dos pontos centrais da delação era a acusação de que o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, teria recebido propinas para favorecer o BRB em contratos públicos. Contudo, os procuradores apontam que Costa não apresentou registros bancários, mensagens ou gravações que comprovem a transação.
Impacto no processo
Caso a rejeição se confirme, Paulo Henrique Costa perderá os benefícios do acordo, como a redução da pena e a possibilidade de cumprir prisão domiciliar. Ele atualmente responde por crimes de lavagem de dinheiro e peculato, em um processo que tramita na Justiça Federal do DF.
A defesa de Costa afirma que está confiante na validade da delação e que irá recorrer da decisão, caso ela seja oficializada. “As informações prestadas são verdadeiras e relevantes. Vamos demonstrar isso às autoridades”, declarou o advogado do ex-banqueiro.
Reações políticas
O possível arquivamento da delação gerou reações no meio político. Deputados distritais da oposição criticaram a atuação da PGR, sugerindo que há um “acobertamento” de figuras influentes. Já aliados do governo local comemoraram a notícia, afirmando que as acusações sempre foram infundadas.
O caso continua sendo monitorado de perto, e a decisão final da PGR é aguardada para os próximos dias. Enquanto isso, Paulo Henrique Costa permanece preso preventivamente.



