Casa Branca defende veto a vistos de árbitro somali e iranianos
Casa Branca defende veto a vistos de somali e iranianos

A Casa Branca defendeu nesta terça-feira a decisão de negar vistos de entrada nos Estados Unidos a um árbitro somali e a um grupo de cidadãos iranianos que participariam da Copa do Mundo de 2026. A justificativa oficial aponta 'razões muito boas' para a medida, sem entrar em detalhes específicos sobre cada caso.

Contexto da decisão

O governo americano, sob a administração do presidente Donald Trump, tem adotado uma política migratória mais restritiva nos últimos anos. A negação de vistos para participantes de eventos internacionais não é inédita, mas ganhou destaque por envolver figuras do esporte mundial. O árbitro somali, cujo nome não foi revelado, fazia parte da equipe de arbitragem designada para a competição. Já os iranianos integravam delegações técnicas e de apoio.

Reações da comunidade internacional

A decisão gerou críticas de entidades esportivas e de direitos humanos. A Fifa, organizadora do torneio, manifestou preocupação com o impacto na imparcialidade e na universalidade do evento. 'O futebol deve unir nações, não dividi-las', afirmou um porta-voz da entidade. Organizações como a Anistia Internacional também condenaram a medida, classificando-a como discriminatória.

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Em contrapartida, a Casa Branca reiterou que a segurança nacional é prioridade. 'Temos razões muito boas para essas decisões, baseadas em avaliações de inteligência e riscos potenciais', declarou um assessor presidencial sob condição de anonimato. O governo não forneceu evidências públicas que sustentem as alegações.

Impacto na Copa do Mundo de 2026

A Copa será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. A recusa de vistos pode afetar a logística e a credibilidade do torneio, que busca promover a diversidade. Especialistas em direito internacional apontam que os EUA têm soberania para controlar fronteiras, mas a medida pode violar acordos com a Fifa.

Até o momento, nem a Somália nem o Irã se pronunciaram oficialmente. A expectativa é que o caso seja levado a tribunais esportivos ou à ONU. Enquanto isso, a organização do evento busca alternativas para substituir os profissionais barrados.

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