O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (4) que não vai tolerar atrasos do grupo terrorista Hamas no cumprimento do plano de paz acordado com Israel. Em mensagem publicada, Trump disse: 'Não tolerarei atrasos, que muitos acreditam que acontecerão, nem qualquer situação em que Gaza se mostre como uma ameaça novamente. Vamos concluir isso, RÁPIDO. Todos serão tratados com justiça'.
O plano de paz para encerrar o conflito na Faixa de Gaza foi anunciado por Trump na última segunda-feira (29). A proposta, com 20 pontos, prevê a Faixa de Gaza como uma zona livre de grupos armados. Além disso, o plano também propõe que integrantes do grupo terrorista podem receber anistia, desde que entreguem suas armas e se comprometam com a convivência pacífica.
Na sexta-feira (3), o Hamas afirmou que concorda em liberar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, sob os termos da proposta de cessar-fogo do republicano. Em comunicado, o grupo sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações para discutir os detalhes do acordo. Isso não significa, porém, que o grupo tenha aceitado integralmente o plano da Casa Branca.
O Hamas ainda mantém mais de 40 reféns sequestrados no dia 7 de outubro de 2023, durante o atentado terrorista contra Israel que resultou no início da guerra. Parte das vítimas está morta. O grupo informou que aceita entregar o governo da Faixa de Gaza a um órgão independente formado por tecnocratas palestinos, 'com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico'.
Apesar dos apelos de Trump, o exército de Israel afirmou neste sábado (4) que continuava sua ofensiva na Cidade de Gaza. Os ataques contradizem a afirmação feita na véspera pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que indicou que Israel estava se preparando para a 'implementação imediata' da primeira fase do plano de paz. O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Coronel Avichay Adraee, afirmou que o exército continua a operar na cidade e que 'retornar a ela é extremamente perigoso'.



