Novo oficializa candidatura de Zema à Presidência da República
Novo oficializa candidatura de Zema à Presidência

O Partido Novo oficializou, em convenção nacional virtual realizada em 27 de julho, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. O anúncio foi feito em Brasília, com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro. Zema teve o nome endossado de forma unânime pelos filiados e agradeceu o apoio no discurso de aceitação.

“Eu me considero com todas as credenciais, modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, afirmou Zema durante a convenção.

Trajetória empresarial e governo de Minas

Em sua fala, Zema destacou a experiência no setor privado. Ele disse ter criado uma empresa no interior de Minas Gerais que gera mais de 5 mil empregos diretos e afirmou ter percorrido 2 milhões de quilômetros pelo país. “Eu sei o que é ralar, enfrentar burocracia do Estado e pagar impostos no Brasil”, declarou.

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Sobre a gestão como governador, Zema disse ter aberto mão de palácio, 32 empregados domésticos e voos diários de helicóptero, com economia de R$ 4 milhões por ano. Ele negou ter levado parentes para o governo ou se beneficiado do cargo e afirmou que sua gestão não produziu notícias de corrupção.

Zema também voltou a responsabilizar o PT pela crise de Minas sob o ex-governador Fernando Pimentel. Ele citou “manchetes de 2017 e 2018” com prefeitos renunciando e 240 mil aposentados e servidores com nome sujo no SPC e Serasa. “O Pimentel descontou o empréstimo consignado na folha e não pagou os bancos. Ato criminoso. E nada aconteceu”, afirmou.

Críticas ao PT, ao governo Lula e ao STF

No plano nacional, Zema fez duras críticas ao PT e ao governo Lula. Ele citou mensalão, petrolão e Lava Jato e mencionou episódios recentes como o Banco Master e o chamado “desconto dos velhinhos”. “Ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, declarou.

O ex-governador também atacou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e disse responder “com orgulho” a um processo movido pelo magistrado. “Quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele. Não fui eu”, afirmou. Segundo Zema, o banqueiro nasceu, cresceu e mora na mesma cidade que ele, Belo Horizonte, mas nunca o procurou. Já em Brasília, teria sido recebido “de tapete vermelho”.

Segurança pública e combate ao crime

Zema prometeu enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e construir um superpresídio em local remoto, de preferência na Amazônia, com pena mínima de 25 anos para líderes. Ele citou a experiência de El Salvador, que reduziu homicídios em 99%, e afirmou que o Brasil registra mais de 40 mil assassinatos por ano.

O candidato também disse que 60 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas pelo crime organizado e que 52% da energia fornecida pela Light, no Rio de Janeiro, não é paga. “Alguém está recebendo, e muito provavelmente é o crime organizado”, avaliou. Ele ainda lembrou o caso de um suspeito com 88 ocorrências de furto e roubo de celulares que era liberado nas audiências de custódia.

Economia, empregos e eleições

Na área econômica, Zema afirmou que Minas Gerais atraiu R$ 530 bilhões em investimentos privados em sete anos e meio, o que teria gerado mais de 1 milhão de empregos formais, segundo o Caged. Ele mencionou dados do IBGE que mostram a inversão do fluxo migratório, com brasileiros indo para Minas em vez de deixarem o estado.

Zema também defendeu o agronegócio, lembrou que o Brasil tem R$ 380 bilhões em reservas cambiais e criticou o PT por ter sido contra o Plano Real. Ele citou a recessão de 2015-16 e disse que precisou demitir 2.500 funcionários de sua empresa, o que o levou a entrar para a política. “As pessoas vão para onde tem segurança e oportunidade”, afirmou, mencionando os 5 milhões de brasileiros que vivem no exterior e os 300 mil salvadorenhos que retornaram a El Salvador.

Por fim, Zema afirmou que o Novo é um partido “de nicho” e cirúrgico, que deve eleger número recorde de deputados e senadores. Ele citou o avanço da sigla nas eleições municipais de 2024, com crescimento de quase dez vezes no número de vereadores e prefeitos em Minas. “O problema aqui é que sobra ladrão. E nós vamos acabar com isso”, concluiu. “Já deu certo em Minas, vai dar certo no Brasil.”

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