Lula evita confronto com Alcolumbre e deixa vaga no STF em aberto após derrota de Messias
Lula evita confronto com Alcolumbre e deixa vaga no STF em aberto após derrota de Messias

A derrota de Jorge Messias no Senado é tratada pelo governo como uma derrota direta do presidente Lula e expõe uma fragilidade relevante na articulação política no Congresso. Após o resultado, Messias conversou com Lula e foi tranquilizado.

Publicamente, o discurso do Palácio do Planalto é de que, assim como o presidente tem o direito de indicar, o Senado também tem o direito de aprovar ou rejeitar. Internamente, essa posição é vista como uma forma de tentar reduzir a dimensão política da derrota. Há consenso de que o episódio é inédito e evidencia uma fragilidade grande do governo na relação com o Congresso.

O governo se preocupa com essa percepção de absoluta fraqueza, mas há quem diga que errará quem apostar que o governo acabou e que isso é uma demonstração de chances pequenas de Lula se reeleger. Neste primeiro momento, a decisão do governo parece ser a de Lula não indicar mais ninguém para o posto. O presidente também evita alimentar a ideia de que abriria uma guerra com Alcolumbre.

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A palavra de ordem no governo é deixar essa situação decantar e analisar os próximos passos. Há uma outra percepção de que a equipe de articulação política de Lula falhou mais uma vez e de que o governo está desguarnecido no Congresso Nacional. O blog perguntou se o presidente pretendia mudar a equipe após a derrota.

Entre parlamentares petistas próximos ao governo, a derrota é atribuída, além da atuação de Alcolumbre, ao caso Banco Master e a uma articulação que envolveria setores do Centrão e uma ala do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como alguém próximo de Alcolumbre e que não via com entusiasmo a ida de Messias para o STF. A situação ganhou outro elemento quando o ministro André Mendonça passou a apoiar Messias, reforçando a percepção de que havia resistência à indicação dentro do próprio ambiente do Supremo.

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