O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparecerá à entrevista marcada para esta terça-feira (4), que abre a série de sabatinas dos candidatos à Presidência da República promovidas pela TV Globo e pelo g1. A informação foi confirmada pela assessoria do presidente, que não detalhou os motivos do cancelamento.
Cancelamento sem justificativa oficial
A assessoria de Lula limitou-se a afirmar que o presidente não participará do evento, sem apresentar explicações adicionais. Na agenda oficial do governo, constam apenas compromissos internos em Brasília, como reuniões com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, às 10h; com o secretário especial da Casa Civil, Marcelo Weick, às 15h; com a chefe do gabinete adjunto ao pessoal do Presidente, Sandra Brandão, às 16h; e a sanção do PL 3085/2026, às 17h30.
O cancelamento ocorre em meio a um cenário eleitoral aquecido, no qual Lula busca a reeleição. A ausência na sabatina pode gerar repercussões na campanha, especialmente porque outros candidatos já confirmaram presença.
Outros candidatos confirmam participação
As campanhas de Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) confirmaram que participarão das entrevistas nas datas definidas por sorteio. Já a equipe de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não confirmou a presença do pré-candidato.
Segundo o sorteio, o calendário de sabatinas é o seguinte: quarta-feira (5) com Renan Santos; quinta-feira (6) com Romeu Zema; sexta-feira (7) com Ronaldo Caiado; e segunda-feira (10) com Flávio Bolsonaro, que segue pendente de confirmação.
Repercussão e contexto político
A decisão de Lula de não participar da sabatina ocorre em um momento em que o presidente tem sido alvo de reportagens sobre supostas irregularidades. Em uma delas, o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, admitiu ter recebido recursos de Roberta Luchsinger, lobista ligada ao Careca do INSS, em uma operação pessoal já quitada.
Além disso, levantamento recente mostrou que Lula tem se apropriado de pautas eleitorais em tramitação avançada no Congresso, como o fim da escala 6×1 e o PL Antifacção, apresentando iniciativas legislativas sobre temas que já eram liderados por parlamentares.
A ausência de Lula na sabatina pode ser interpretada como uma estratégia para evitar questionamentos sobre esses temas, mas também pode gerar críticas de adversários, que podem acusá-lo de fugir do debate.



