Irã negocia com Rússia para acelerar usina nuclear de Bushehr
Irã negocia com Rússia para acelerar usina nuclear de Bushehr

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que Teerã mantém negociações constantes com a Rússia para acelerar a construção e a conclusão das novas unidades da usina nuclear de Bushehr. A informação foi divulgada pela agência de notícias semioficial iraniana Fars News Agency.

Em entrevista à agência estatal russa RIA Novosti nesta sexta-feira (24), Jalali disse esperar que o avanço das obras ocorra com mais rapidez e destacou que os dois países seguem em contato para garantir a continuidade do projeto. “Estamos constantemente em contato e esperamos que sejam criadas condições para que os funcionários da Rosatom possam realizar seu trabalho”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a um cessar-fogo que já dura duas semanas entre Irã e Estados Unidos. Uma das principais demandas do presidente dos EUA, Donald Trump, para o fim da guerra é o Irã abrir mão de seu programa nuclear. A usina de Bushehr é o principal complexo nuclear em operação no Irã e depende da cooperação técnica da estatal russa Rosatom para a expansão de suas unidades.

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Jalali também comentou a possibilidade de o Irã cobrar tarifas de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz e afirmou que países considerados aliados, como a Rússia, poderão receber isenções. Segundo o diplomata, o Ministério das Relações Exteriores iraniano já trabalha para garantir essas exceções a nações classificadas por Teerã como “países amigos”.

O regime do Irã acusou Israel e Estados Unidos de bombardearem áreas próximas à usina nuclear no início do mês. Autoridades do país afirmam que foi a quarta vez, desde o começo da guerra, que a área em volta da usina foi atingida por explosivos. Um funcionário morreu e a Rússia, que dá apoio operacional ao complexo, determinou a retirada de quase 200 trabalhadores.

Em junho de 2025, a usina de Bushehr foi atacada diretamente, o que poderia ter causado uma catástrofe nuclear, alertou o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Grossi expressou profunda preocupação com o incidente e disse que instalações nucleares não podem nunca ser atacadas, cobrando que as atividades militares sejam restritas no local.

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