As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, encerraram-se neste domingo (12/4) sem a conclusão de um acordo. As conversas, que ocorreram no mais alto nível diplomático desde a Revolução Iraniana de 1979, foram marcadas por divergências fundamentais, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano.
Antes do término das negociações, autoridades paquistanesas expressavam otimismo, destacando a confiança que ambos os lados depositam no Paquistão como mediador. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, chefe da delegação americana, também havia demonstrado confiança, mas as conversas, que se estenderam pela madrugada, não resultaram em um acordo.
Especialistas apontam sinais positivos no processo. Nicholas Hopton, ex-embaixador do Reino Unido no Irã, afirmou que ambas as partes abordaram as conversas de forma construtiva, apesar de exigências maximalistas. Ele acredita que novos encontros podem ocorrer, e que um eventual acordo seria mais complexo que o de 2015.
Kasra Naji, correspondente do serviço persa da BBC, também sugere que nem tudo está perdido. A BBC apurou que conversas indiretas continuam entre delegados iranianos e americanos por meio do Paquistão, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.
Enquanto isso, há relatos de que o presidente Donald Trump pode estar considerando um bloqueio naval ao Irã, semelhante ao ocorrido antes da deposição do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. No entanto, especialistas indicam que uma escalada imediata é improvável, com Trump adotando uma abordagem mais paciente.



