O Irã lançou novos ataques de mísseis contra Israel e Estados do Golfo na manhã desta quinta-feira, 2, em resposta ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter interceptado os mísseis, enquanto autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita também relataram interceptações de mísseis e drones.
Em seu pronunciamento na quarta-feira, 1, Trump declarou que Washington está obliterando as capacidades militares de Teerã. No entanto, horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques americanos e israelenses não destruíram seus centros de produção de mísseis, drones de longo alcance, sistemas de defesa aérea ou sistemas de guerra eletrônica.
O Irã mantém o cerco ao Estreito de Ormuz, com o tráfego marítimo praticamente paralisado. Trump sugeriu que outros países deveriam forçar Teerã a reabrir a passagem. As Filipinas anunciaram que o Irã autorizou a passagem de seus navios pela região.
O Reino Unido lidera esforços diplomáticos para reabrir o estreito, por onde passa 20% de todo o petróleo e gás natural comercializados em tempos de paz. Uma teleconferência com 35 países, incluindo as democracias do G7 (exceto os EUA), Emirados Árabes Unidos e Bahrein, discutirá medidas para restaurar a navegação segura.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o grupo avaliará todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis para restaurar a liberdade de navegação e garantir a segurança dos navios. O Bahrein, que preside o Conselho de Segurança da ONU, também trabalha para que o organismo aborde a crise.



