Gustavo Petro enfrenta crise na Colômbia com recorde de 53 ministros em 34 meses
Gustavo Petro enfrenta crise na Colômbia com recorde de 53 ministros em 34 meses

O presidente colombiano Gustavo Petro, que assumiu o cargo em agosto de 2022, já acumula 53 ministros titulares em 34 meses de mandato, um recorde na história recente do país. Nenhum dos ministros originalmente nomeados permaneceu no cargo, e a rotatividade tem sido constante, com destaque para as pastas do Interior e da Fazenda, que tiveram quatro titulares cada.

A crise mais recente ocorreu com a renúncia da chanceler Laura Sarabia, considerada braço direito de Petro. Em carta divulgada nas redes sociais, ela afirmou que não compartilhava decisões recentes do governo e que não poderia mais executar o curso adotado. A saída ocorreu após polêmica sobre um contrato de fabricação de passaportes, que já havia provocado a saída do primeiro chanceler, Álvaro Leyva Durán.

Leyva Durán, ex-aliado próximo de Petro, tornou-se um crítico ferrenho. Em áudios revelados pelo jornal El País, ele teria tentado articular com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, uma pressão internacional para derrubar o presidente. Em carta pública, insinuou que Petro teria problemas de dependência química, sem apresentar evidências.

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A comparação com governos anteriores mostra a intensidade das trocas: Iván Duque (2018-2022) nomeou 24 ministros em dois anos e meio, enquanto Petro já nomeou 53 no mesmo período. Entre os fatores apontados estão a fragmentação da coalizão de governo e conflitos entre técnicos e a visão ideológica de Petro.

Casos emblemáticos incluem a demissão da ministra do Esporte, María Isabel Urrutia, por supostas irregularidades em contratos, e a saída do ministro da Educação, Alejandro Gaviria, após criticar a reforma da saúde. O Ministério do Interior lidera com quatro titulares efetivos e um interino.

A instabilidade ministerial levanta dúvidas sobre a viabilidade das reformas propostas por Petro, como a trabalhista, aprovada no Senado em março. Com eleições presidenciais marcadas para 2026 e a proibição de reeleição, o governo busca implementar sua agenda em meio a crises internas constantes.

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