Guerra no Oriente Médio completa 4 semanas com ataques a zonas nucleares e impasse
Guerra no Oriente Médio completa 4 semanas com ataques a zonas nucleares e impasse

O conflito no Oriente Médio entrou neste sábado (21) em sua quarta semana, marcada por trocas de ataques entre Israel e Irã em regiões que abrigam instalações nucleares dos dois países. Apesar dos sinais contraditórios sobre um possível fim da guerra, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a operação continua.

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que considera encerrar a ofensiva militar contra o Irã por considerar os objetivos próximos de serem alcançados. O Comando Central dos EUA informou ter atingido mais de 8 mil alvos iranianos desde 28 de fevereiro, comprometendo seriamente a capacidade militar do país.

O Irã respondeu com mísseis que atingiram a base militar anglo-americana em Diego Garcia, no Oceano Índico, sem causar danos. O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou o ataque, que ocorreu antes da autorização britânica para uso da base contra instalações iranianas no Estreito de Ormuz. Os mísseis percorreram 4 mil quilômetros, alcance suficiente para chegar a Londres.

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Em Israel, um míssil iraniano com ogiva de fragmentação atingiu a cidade de Dimona, que abriga a usina nuclear do país, ferindo ao menos 47 pessoas. Autoridades investigam como o projétil superou as defesas aéreas. O Irã afirmou que o ataque foi uma retaliação ao bombardeio contra o complexo de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã, que não apresentou contaminação radioativa.

A Agência Internacional de Energia Atômica investiga os incidentes e pediu contenção militar para evitar vazamentos. Para conter a disparada dos preços do petróleo, o governo Trump suspendeu por 30 dias as sanções à compra de petróleo iraniano, medida que antes era a principal exigência do Irã nas negociações nucleares.

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