Em convenção do Partido Liberal (PL) de Santa Catarina, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu, na tarde deste sábado (1º), que, se eleito à Presidência da República, promoverá o maior corte de carga tributária da história do País. A declaração foi feita durante discurso no evento oficial da sigla no estado, onde também atacou a atual gestão e apresentou linhas gerais de seu plano econômico.
Maior corte de impostos da história
Flávio afirmou que o objetivo é superar o que classificou como feito do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, foi o único que reduziu impostos no Brasil em sua trajetória política. “Quero bater o recorde do presidente Jair Bolsonaro, que foi o único na história desse Brasil que eu vi reduzir imposto na minha vida”, disse o candidato, arrancando aplausos dos filiados presentes.
Na sequência, o senador atribuiu ao governo atual a responsabilidade pelo aumento da carga tributária e pelo endividamento da população. “Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto. A gente paga em média 32% de imposto. Paga imposto para comer, beber, estudar, se transportar. Se vende ou compra uma casa, paga imposto, se vende ou compra um carro, paga imposto. Como é que vive nesse país com esse atual governo?”, questionou.
Sonegação como sobrevivência
Em um dos momentos mais fortes da fala, Flávio Bolsonaro afirmou que a alta carga tributária leva os pequenos empreendedores a sonegar, muitas vezes, como forma de sobrevivência. Ele citou o caso de trabalhadores informais que mantêm barracas de rua.
“Você acha que alguém que tem uma barraquinha de cachorro-quente, de caldo de cana e pastel, vai pagar 30% ou 40% de imposto para o governo? Ou vai preferir comprar comida para o filho, comprar um remédio para sua mãe? É claro que ele vai sonegar, é questão de sobrevivência. E a culpa é do governo”, declarou, provocando reação imediata do público.
Propostas: folha de pagamento e consumo
O candidato também adiantou algumas de suas propostas para mitigar a pressão tributária. Disse que pretende reduzir os encargos que incidem atualmente sobre a folha de pagamento das empresas e sobre o consumo de bens e serviços. “Porque o salário do trabalhador tem que ficar com o trabalhador”, justificou.
Segundo ele, a medida teria efeito direto na geração de empregos e na renda disponível das famílias, além de estimular a atividade econômica sem comprometer a arrecadação, caso haja um controle rigoroso dos gastos públicos.
Compromisso com aposentados e controle de gastos
Flávio Bolsonaro garantiu que, se eleito, não fará ajuste fiscal às custas dos aposentados. “Os aposentados podem ficar certos de uma coisa, não vou fazer economia em cima de aposentado, pelo contrário. A gente vai devolver o poder de compra, porque vamos controlar os gastos do governo. Vamos reduzir a taxa de juro e reduzir a inflação”, afirmou.
Para ele, o combate à inflação e a queda da taxa básica de juros são condições essenciais para recuperar o poder de compra da população e retomar o crescimento sustentável.
Financiamento estudantil com condições facilitadas
No discurso, o senador também apresentou promessas voltadas à juventude. Disse querer incentivar jovens a empreender, formalizar seus negócios e buscar qualificação profissional. Criticou o modelo atual de financiamento estudantil, que, segundo ele, gera medo e insegurança nos estudantes.
“O jovem que não tem condições de pagar uma universidade, hoje tem medo de pegar um financiamento, porque não sabe se vai acabar a faculdade, se vai conseguir um emprego e ficar com uma dívida. Nós vamos mudar essa regra. O jovem vai poder estudar numa universidade e só vai começar a restituir o seu financiamento quando estiver com um emprego fixo e em parcelas longas, a juro baixíssimo, que ele não vai nem sentir. O governo vai investir na nossa juventude”, prometeu.
A fala de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao movimento de articulação da direita para as eleições presidenciais, e o evento em Santa Catarina é visto como um teste para a reação da base aliada em diferentes regiões do País. O candidato não detalhou prazos nem métricas para a implementação das medidas, limitando-se a dizer que apresentará um plano completo durante a campanha.



