O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou nesta sexta-feira (13) que autoridades cubanas iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos. O pronunciamento ocorre após o próprio Díaz-Canel alertar que Cuba se aproximava de uma situação que exigiria 'medidas extremas', por conta da crise econômica.
Díaz-Canel afirmou que ele mesmo conduziu as negociações pelo lado cubano, juntamente com o ex-presidente cubano Raúl Castro e outros altos funcionários do Partido Comunista e do governo. Ele não informou quem representou os Estados Unidos.
Os EUA ainda não haviam se pronunciado até a última atualização desta reportagem, mas o presidente Donald Trump vem afirmando que existem negociações de alto nível com representantes cubanos. Até então, o governo cubano negava que quaisquer encontros oficiais estivessem em andamento.
Cuba enfrenta frequentes apagões e escassez de combustível, agravados pelo bloqueio petrolífero imposto por Trump à ilha caribenha. Desde que os EUA prenderam o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, Trump cortou as exportações de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo para a ilha.
Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações dizendo que Cuba estava à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os Estados Unidos. Na segunda-feira, ele disse que Cuba poderia ser alvo de uma 'tomada amigável', acrescentando em seguida: 'pode não ser uma tomada amigável'.



