Há um mês, em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei e dando início a uma guerra que se espalhou por outros países do Oriente Médio. O conflito avança diante de dois caminhos: a negociação de um cessar-fogo ou uma invasão terrestre do território iraniano.
O conflito provocou forte impacto na economia global, principalmente pela alta do petróleo. O Irã fechou parte do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da exportação mundial, fazendo o barril superar os US$ 100 e atingir o maior valor em quase quatro anos. Diante da pressão do mercado, a Casa Branca sinalizou que o conflito seria breve, com duração máxima de seis semanas.
Na última semana, os EUA confirmaram o envio ao Irã de um plano de 15 pontos para encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, a imprensa americana informou que o Departamento de Defesa planeja enviar mais militares ao Oriente Médio, com uma possível operação terrestre no radar.
Para Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais, uma possível operação terrestre pode abrir caminho para um conflito mais longo, com mais mortes e maior impacto econômico. Já Maurício Santoro, doutor em Ciência Política, afirma que os objetivos dos EUA na guerra estão confusos e que o Irã tem conseguido demonstrar resistência.
Até agora, os EUA conduziram operações aéreas e navais contra alvos do Irã, posicionando porta-aviões e navios de guerra no Oriente Médio. Segundo a agência Reuters, a Casa Branca avalia a possibilidade de iniciar uma operação terrestre no país, enquanto Trump afirma que negociações com o Irã estão em andamento.



