Caiado promete anistia a Bolsonaro e condenados do 8 de janeiro
Caiado promete anistia a Bolsonaro e condenados do 8/1

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, voltou a prometer que, se eleito, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em declaração recente, ele afirmou que encaminhará ao Congresso Nacional um projeto de lei nesse sentido imediatamente após assumir o cargo.

Declaração de Caiado sobre anistia

“Imediatamente [após ser eleito] encaminharei ao Congresso um projeto para que eu, credenciado pela população eleita, possa pacificar o país imediatamente”, disse Caiado durante evento de campanha. A fala reforça sua posição favorável a uma medida que vem sendo discutida nos meios políticos como forma de encerrar o ciclo de punições decorrentes dos atos antidemocráticos de janeiro de 2023.

Contexto político e reações

A promessa de anistia de Caiado ocorre em meio a um ambiente político polarizado. Bolsonaro e diversos apoiadores foram alvo de investigações e condenações após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. A proposta de anistia é vista como uma tentativa de pacificação nacional, mas também gera críticas de setores que defendem a responsabilização dos envolvidos.

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O candidato do PSD tem se posicionado como uma alternativa de centro-direita, buscando angariar votos tanto de eleitores bolsonaristas quanto de setores moderados. A promessa de anistia pode ser um aceno direto à base de apoio do ex-presidente, que ainda mantém forte influência eleitoral.

Impacto na campanha

Especialistas apontam que a reiteração da proposta de anistia por Caiado pode consolidar seu eleitorado entre aqueles que consideram as condenações de 8 de janeiro como excessivas. Por outro lado, adversários políticos podem usar a declaração para associá-lo a pautas consideradas radicais.

Nas redes sociais, a declaração gerou debates acalorados. Apoiadores de Caiado comemoram a iniciativa como um gesto de reconciliação, enquanto críticos alertam para o risco de impunidade. Ainda não há detalhes sobre o texto do projeto de lei que seria enviado ao Congresso.

A campanha presidencial de 2026 promete ser marcada por discussões sobre o legado de Bolsonaro e a resposta do sistema de Justiça aos atos de janeiro. A posição de Caiado coloca o tema no centro do debate eleitoral.

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