Lula defende autonomia do Brasil em crise com Trump e Milei
Lula: Brasil não aceita ingerência em crise com Trump e Milei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (26) que o Brasil "não aceita que ninguém meta o nariz onde não é chamado", em referência às recentes tensões diplomáticas com os Estados Unidos de Donald Trump e com a Argentina de Javier Milei. A declaração ocorreu durante a posse do novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Crise com Trump e Milei

Lula não citou diretamente os líderes estrangeiros, mas o contexto de sua fala foi claro. Nas últimas semanas, Trump impôs tarifas de 25% sobre produtos siderúrgicos brasileiros, o chamado "tarifaço", gerando preocupação no setor industrial. Simultaneamente, Milei proferiu insultos contra Lula, chamando-o de "corrupto", e atacou o Supremo Tribunal Federal (STF), aumentando a tensão bilateral.

O presidente brasileiro destacou que o país não se submete a pressões externas e que sua política externa é pautada pela soberania. "O Brasil é um país soberano e não aceita interferência de ninguém", reforçou, segundo relatos de participantes do evento. A declaração foi recebida com aplausos pelos metalúrgicos presentes.

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Economia e investimentos

Lula também aproveitou a ocasião para destacar os resultados econômicos de seu governo. Ele mencionou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que deve fechar o ano com alta de 2,9%, e a chegada de novos investimentos, como o da montadora chinesa BYD. A empresa está instalando uma fábrica no Brasil que deve gerar 10 mil empregos diretos. "Estamos gerando empregos e desenvolvendo nossa indústria", afirmou o presidente.

A posse do sindicalista foi marcada por discursos em defesa da classe trabalhadora e do fortalecimento do setor metalúrgico. Lula, que é ex-presidente do mesmo sindicato, relembrou sua trajetória e a importância de manter a autonomia nacional diante de pressões internacionais. "Precisamos investir na indústria para gerar emprego e renda", disse Lula durante seu discurso.

Reações e perspectivas

Até o momento, Trump e Milei não comentaram as declarações de Lula. Especialistas em relações internacionais apontam que a crise pode se agravar se não houver diálogo. No entanto, Lula sinalizou que não recuará. "Ninguém vai meter o nariz onde não é chamado", repetiu o presidente, sendo novamente aplaudido pelos metalúrgicos presentes.

O evento no ABC também contou com a presença de ministros e lideranças sindicais. A crise com Trump e Milei deve dominar a agenda internacional do Brasil nas próximas semanas, enquanto o governo busca equilibrar a defesa da soberania com a necessidade de manter relações comerciais estratégicas.

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