O União Brasil oficializou nesta quarta-feira (22) a candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia. A chapa majoritária conta com o deputado federal Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador. Para o Senado, a coligação indicou o senador Ângelo Coronel (Republicanos) e o ex-ministro João Roma (PL). A aliança, denominada "Bahia do Futuro", reúne ainda PSDB-Cidadania e Renovação Solidária.
Coligação ampla e apoio nacional
ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, lidera a coligação que busca derrotar o atual governador petista Jerônimo Rodrigues. Em seu discurso de lançamento, Neto defendeu a união de partidos de centro-direita e afirmou que a Bahia precisa de "um novo rumo, com desenvolvimento e geração de empregos". Ele também declarou apoio à candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República, reforçando a aliança nacional.
Pesquisas indicam empate técnico
Pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente mostram empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, Neto tem 42% das intenções, contra 41% do atual governador, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. A disputa acirrada reflete a polarização política no estado, que tem sido governado pelo PT nos últimos 16 anos.
Composição da chapa e estratégia
A escolha de Zé Cocá como vice-governador busca fortalecer a base no interior do estado, onde o PP tem forte presença. Ângelo Coronel, atual senador, tentará a reeleição, enquanto João Roma, ex-ministro da Cidadania, disputará a segunda vaga. A coligação espera capitalizar o desgaste do governo federal e a rejeição ao PT em algumas regiões.
"Estamos prontos para liderar a Bahia rumo a um futuro de progresso. Nossa chapa representa a diversidade política e a capacidade de diálogo com todos os setores", declarou ACM Neto durante o evento.
Reações e próximos passos
A campanha de Jerônimo Rodrigues criticou a aliança, classificando-a como "um bloco de partidos que representam o atraso". O governador petista deve focar sua campanha nas realizações de sua gestão e na parceria com o governo Lula. As eleições na Bahia prometem ser uma das mais disputadas do país, com a possibilidade de virada histórica.



