O União Brasil e o Progressistas (PP) anunciaram apoio formal à candidatura de Sandro Alex (PSD) ao governo do Paraná nas eleições de 2026. A decisão ocorre após o rompimento com o senador Sergio Moro, que teve seu nome vetado pelo PP e migrou para o Partido Liberal (PL) para disputar o Palácio Iguaçu.
Aliança consolidada em reunião com lideranças
A aliança foi selada em uma reunião realizada na última segunda-feira (21) em Curitiba, com a presença de dirigentes estaduais do União Brasil e do PP, além de deputados e prefeitos da base governista. Sandro Alex, atual vice-governador e secretário de Infraestrutura, é o nome escolhido pelo governador Ratinho Júnior (PSD) para sucedê-lo.
Segundo o presidente estadual do União Brasil, deputado federal Fernando Giacobo, a união de forças é estratégica para manter a continuidade administrativa no estado. “O Paraná precisa de um projeto sólido, e Sandro Alex representa a experiência e a confiança do trabalho que vem sendo feito”, afirmou.
Vetos e migração de Moro para o PL
O nome de Sergio Moro foi inicialmente cogitado pelo PP, mas encontrou resistência do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, que vetou a candidatura. Com isso, Moro buscou abrigo no PL, onde tenta consolidar sua pré-candidatura com o apoio de figuras como o deputado federal Deltan Dallagnol.
A saída de Moro do arco de alianças governistas foi vista como um alívio por parte do grupo de Ratinho Júnior, que preferia um nome alinhado ao projeto estadual. “O veto de Ciro Nogueira foi determinante para reorientarmos nossas alianças”, disse uma fonte do PP sob condição de anonimato.
Neutralidade nacional do União Progressista
No plano nacional, o União Progressista – federação formada pelo União Brasil, PP e outros partidos – adotou neutralidade na disputa presidencial. A decisão foi tomada em convenção realizada em Brasília, com o objetivo de preservar a autonomia das candidaturas estaduais.
Essa neutralidade permite que os partidos da federação apoiem diferentes candidatos à Presidência em cada estado, sem comprometer a unidade nacional. No Paraná, no entanto, a aliança em torno de Sandro Alex é vista como um teste para a coesão da federação.
Impacto na sucessão estadual
A formalização do apoio de União Brasil e PP a Sandro Alex fortalece a candidatura do PSD, que já conta com a máquina administrativa e o prestígio de Ratinho Júnior. Pesquisas internas indicam que o pré-candidato lidera as intenções de voto, com cerca de 35% das preferências, contra 28% de Moro e 18% do candidato do PT.
Analistas políticos apontam que a aliança pode isolar Moro, que terá que construir sua campanha com menos tempo de TV e recursos partidários. “A união de União Brasil e PP fecha o cerco contra Moro, que agora dependerá do PL e de sua imagem nacional”, avaliou o cientista político Luciano Fernandes, da Universidade Federal do Paraná.
Próximos passos
As convenções partidárias estão previstas para agosto, quando as candidaturas serão oficializadas. Sandro Alex deve registrar sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) até o dia 15 de agosto, enquanto Moro ainda negocia acordos com o PL para garantir o apoio formal do partido.
O cenário sucessório no Paraná segue em disputa acirrada, com a definição das alianças nos próximos meses.



