Tarcísio critica politização do tarifaço e defende gestão técnica
Tarcísio critica politização do tarifaço e defende gestão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta quinta-feira (22) que não adianta levar o debate sobre o tarifaço para o campo eleitoral. A afirmação foi feita durante evento em São Paulo, onde ele defendeu uma gestão técnica e responsável das tarifas de transporte público.

Defesa da abordagem técnica

Segundo Tarcísio, o reajuste das tarifas deve ser baseado em critérios econômicos e financeiros, e não em interesses políticos. "Não adianta querer transformar o tarifaço em um tema eleitoral. O que importa é garantir a sustentabilidade do sistema de transporte e a qualidade do serviço prestado à população", afirmou o governador.

Ele destacou que o aumento das tarifas é necessário para cobrir custos operacionais e investimentos, mas que o governo busca minimizar o impacto no bolso do cidadão. "Estamos trabalhando para encontrar um equilíbrio entre a necessidade de reajuste e a capacidade de pagamento da população", completou.

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Contexto do tarifaço

O tarifaço, como é conhecido o reajuste das tarifas de ônibus, metrô e trens, tem gerado polêmica em São Paulo. O aumento proposto pelo governo estadual é de 12,5%, o que elevaria a passagem de ônibus de R$ 4,40 para R$ 4,95. A medida enfrenta resistência de movimentos sociais e de parte da classe política, que criticam o impacto sobre os trabalhadores.

Em resposta, Tarcísio argumenta que o reajuste é inevitável diante do aumento dos custos com combustível, manutenção e folha de pagamento. "Se não reajustarmos, o sistema entra em colapso. Não podemos deixar o transporte público parar", justificou.

Críticas à politização

O governador também criticou a oposição por tentar transformar o tema em arma política. "Em vez de discutir soluções, alguns preferem fazer discurso eleitoral. Isso não ajuda a resolver o problema", disse. Ele lembrou que o reajuste tarifário é uma decisão técnica, que ocorre em todos os governos, e que não deve ser tratada como moeda de troca.

Tarcísio ainda ressaltou que sua gestão tem procurado alternativas para reduzir os custos do sistema, como a modernização da frota e a otimização de rotas. "Estamos fazendo a nossa parte. Agora, é preciso que todos entendam a gravidade da situação", concluiu.

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