Mulher de Michelle Bolsonaro exibe apoio de líderes de 10 estados após deixar PL
Ex-mulher de Michelle Bolsonaro tem apoio de 10 estados

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após anunciar sua saída do Partido Liberal (PL), recebeu manifestações de apoio de lideranças políticas de dez estados brasileiros. O movimento sinaliza uma nova etapa na carreira política de Michelle, que busca consolidar sua base fora do partido pelo qual seu marido, Jair Bolsonaro, foi eleito presidente.

Estados que declararam apoio

De acordo com informações divulgadas pela própria assessoria de Michelle, os estados que já declararam apoio público à ex-primeira-dama são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As lideranças incluem deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores filiados a diferentes partidos, mas que orbitam o espectro político conservador.

“Estamos juntos nessa caminhada. Michelle representa a continuidade dos valores que defendemos”, afirmou um dos líderes estaduais que preferiu não se identificar, em conversa com a coluna de Lauro Jardim.

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Saída do PL e motivações

A saída de Michelle do PL foi anunciada na última semana, gerando especulações sobre possíveis desentendimentos internos ou estratégias para uma candidatura própria. Fontes próximas à ex-primeira-dama indicam que a decisão foi tomada para permitir maior liberdade política e articulação com outras legendas, visando as eleições de 2026.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não se manifestou oficialmente sobre a saída, mas nos bastidores há quem afirme que a legenda tentou manter Michelle em seus quadros. Ela, no entanto, optou por seguir caminho independente.

Impacto político

A mobilização de apoio em dez estados demonstra a capilaridade política que Michelle construiu durante o mandato de Jair Bolsonaro. Embora não ocupe cargo eletivo, ela se tornou uma figura influente entre conservadores, especialmente após participar de eventos e campanhas em 2024.

Analistas políticos avaliam que o movimento pode fortalecer uma eventual candidatura de Michelle ao Senado ou à Câmara dos Deputados em 2026, ou mesmo posicioná-la como articuladora de uma nova frente partidária. “Ela tem potencial para ser um nome forte, mas precisa de uma estrutura partidária sólida”, comenta o cientista político Carlos Melo, em entrevista ao Globo.

Próximos passos

A agenda de Michelle inclui reuniões com lideranças nos estados que declararam apoio, além de encontros com possíveis aliados em partidos como Republicanos, PP e União Brasil. A expectativa é que ela anuncie seu novo partido até o início de 2027.

Enquanto isso, o PL tenta conter a debandada de filiados que acompanham Michelle. Em alguns estados, vereadores e deputados já sinalizaram que podem deixar a legenda caso ela não retorne.

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