Marcelo Aro surge como principal nome para governo de Minas após recusa de Cleitinho
Aro é o principal cotado para governo de MG após Cleitinho

Depois da negativa do Republicanos em lançar a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) emerge como o principal nome para receber o apoio das siglas de direita no estado. Aro caminha para encabeçar o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Minas, consolidando uma trajetória política marcada por alianças e rupturas com diferentes campos.

Trajetória política de Marcelo Aro

Eleito vereador em Belo Horizonte aos 23 anos, Aro ingressou na política nacional em 2014 ao se eleger deputado federal. Na Câmara, aproximou-se do então presidente da Casa, Eduardo Cunha, que o indicou para a diretoria de ética e transparência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aro integrou a tropa de choque de Cunha, apoiando o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e defendendo o aliado até o fim do processo de cassação do mandato em 2016. Ele foi um dos deputados que faltaram à sessão que votou o afastamento definitivo de Cunha.

No mesmo ano, Aro presidia o PHS em Minas e apoiou a eleição de Alexandre Kalil para a prefeitura de Belo Horizonte. A relação também se estendia ao Atlético Mineiro, onde Kalil era presidente e Aro, conselheiro. Em troca do apoio municipal, Kalil fez campanha para a reeleição de Aro em 2018, mas os dois romperam por divergências políticas. Aro então buscou aproximação com o governador Romeu Zema (Novo).

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Articulação para o governo de Minas

Em 2022, Aro articulou para ser vice na chapa de reeleição de Zema, mas foi preterido por Mateus Simões. Concorreu ao Senado sem sucesso. Em 2023, foi nomeado chefe da Casa Civil na gestão Zema, e em 2025, durante as negociações para a candidatura presidencial de Zema, foi transferido para a Secretaria de Governo, onde coordenou a articulação com a Assembleia Legislativa, partidos aliados e prefeituras do interior.

Aro renunciou ao cargo em abril de 2025, durante o período de desincompatibilização, deixando o ex-senador Castellar Neto como substituto. Inicialmente, o plano era concorrer ao Senado na chapa de reeleição de Simões, mas Aro resistiu a dividir espaço com o senador Carlos Viana (PSD), recém-filiado e interessado na reeleição. Diante da indefinição de Cleitinho, o entorno de Aro passou a articular sua candidatura ao governo, com apoio da federação União Progressista, do PL e do Republicanos.

Impacto político e próximos passos

A candidatura de Aro representa a união da direita mineira em torno de um nome com ampla experiência legislativa e executiva. Com o apoio do PL e de Flávio Bolsonaro, Aro deve enfrentar desafios na composição da chapa e na articulação com os partidos aliados. A definição final deve ocorrer nos próximos meses, conforme as negociações avançam.

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