Aliado de Cunha e articulador de Zema: quem é Marcelo Aro, favorito para governar MG
Aliado de Cunha e articulador de Zema: quem é Marcelo Aro

Marcelo Aro: da Câmara ao palanque de Zema

O ex-deputado federal Marcelo Aro (PP-MG) desponta como o principal nome da direita mineira para a disputa ao governo de Minas Gerais em 2026. Antes cotado para concorrer ao Senado na chapa do vice-governador Mateus Simões, Aro agora é a aposta preferida do grupo político que apoia o atual governador Romeu Zema (Novo). A trajetória do político mineiro é marcada por alianças com figuras controversas, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PTB-SP), e por uma atuação como articulador de Zema na Assembleia Legislativa.

Histórico de articulação e rompimentos

Marcelo Aro foi secretário de Governo de Zema entre 2023 e 2024, período em que atuou como principal ponte entre o Executivo estadual e os deputados estaduais. Sua habilidade de negociação foi crucial para aprovar projetos importantes, como a reforma administrativa e o ajuste fiscal. No entanto, sua carreira também é conhecida por rompimentos políticos. Em 2021, Aro rompeu com o então prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), após apoiar a candidatura de Zema em 2018. Mais cedo, em 2015, foi um dos principais aliados de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, defendendo o ex-presidente durante as acusações de corrupção.

Favorito na direita mineira

Com a saída de Aro da secretaria, o nome dele passou a ser ventilado como candidato ao governo. A decisão de colocá-lo como cabeça de chapa reflete a estratégia da direita de manter unidade em torno de um nome que agrada tanto ao grupo de Zema quanto ao centrão. Aro tem trânsito entre partidos como PP, PL e Republicanos, além de diálogo com setores empresariais. A expectativa é que ele seja oficializado como pré-candidato ainda em 2025, caso as pesquisas internas confirmem sua viabilidade eleitoral.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e cenário eleitoral

Analistas políticos veem a candidatura de Aro como uma tentativa de consolidar a hegemonia da direita em Minas Gerais, após as vitórias de Zema em 2018 e 2022. No entanto, ele terá que enfrentar possíveis adversários de esquerda, como o próprio Mateus Simões (Novo) — que também deseja o cargo — e nomes do PT de Minas. O ex-deputado, que já declarou ser "um homem de diálogo", terá que superar o passado ligado a Cunha, que ainda gera desconfiança em parte do eleitorado. Para o cientista político Carlos Melo, "Aro é um nome pragmático, mas precisa construir uma imagem de renovação para se descolar do passado" .

Com 3,2 milhões de votos na eleição para deputado federal em 2018, Marcelo Aro tem capital político considerável. Sua campanha deve focar na continuidade das políticas de Zema, como o equilíbrio fiscal e a atração de investimentos, mas também em propostas próprias para segurança e educação. O cenário, no entanto, é fluido: alianças podem mudar até o registro das candidaturas em 2026.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar