O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a gratuidade na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz é válida por 60 dias, conforme previsto no memorando assinado com o governo dos EUA. Em entrevista televisiva retransmitida em seu canal no Telegram, Ghalibaf destacou que “um dos nossos orgulhos é que a nossa capacidade ofensiva e a nossa capacidade de mísseis”, dizendo que essas questões são inegociáveis.
Pedágio no Estreito de Ormuz
Segundo autoridades e diplomatas a par do assunto, a proposta prevê que Irã e Omã passem a cobrar de navios que cruzarem o Estreito de Ormuz. Leia também Omã leva adiante plano para cobrar pedágio por passagem no Estreito de Ormuz.
Posição iraniana sobre acordos nucleares
Ressaltando que o povo iraniano segue de pé, o representante iraniano falou ainda de acordos nucleares como o Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA) e outros. “Além disso, existem a Frente de Resistência e os núcleos de resistência. Lembram-se quando diziam JCPOA 1, JCPOA 2 e JCPOA 3? Isso já não existe. Nós não negociamos com ninguém, de modo algum”, afirmou.
Cooperação com AIEA e linha vermelha
Ghalibaf disse que o país é signatário do Tratado de Não Proliferação (TNP) e coopera com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “A nossa linha vermelha nesta área é clara: o enriquecimento (de urânio) é nosso direito. Cumprimos os compromissos do TNP, mas isto não é negociável. Estes são os componentes do nosso poder e a nossa garantia contra as exigências excessivas dos Estados Unidos”, afirmou.



