Regimes especiais ampliam déficit previdenciário, aponta estudo
Regimes especiais ampliam déficit previdenciário

Um estudo do Banco Mundial divulgado recentemente aponta que os regimes especiais de aposentadoria no Brasil estão ampliando significativamente o déficit previdenciário. Segundo o relatório, esses regimes custam cerca de R$ 60 bilhões por ano aos cofres públicos, agravando o desequilíbrio fiscal do país.

O que são regimes especiais?

Os regimes especiais de aposentadoria são benefícios concedidos a categorias específicas de trabalhadores, como professores, policiais, militares e servidores públicos, que permitem aposentadoria mais cedo ou com regras mais favoráveis. O estudo do Banco Mundial destaca que esses regimes representam uma parcela desproporcional do déficit total da Previdência Social, que em 2023 atingiu R$ 300 bilhões.

Impacto fiscal

De acordo com o economista Paulo Tafner, um dos autores do estudo, os regimes especiais consomem 20% do déficit previdenciário, embora abranjam apenas 5% dos segurados. “Isso mostra a necessidade urgente de reformar esses regimes para garantir a sustentabilidade fiscal do país”, afirmou Tafner. O estudo também aponta que, sem mudanças, o déficit pode crescer para R$ 400 bilhões até 2030.

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Reações e perspectivas

O governo federal já sinalizou que pretende enviar ao Congresso uma proposta de reforma dos regimes especiais ainda este ano. No entanto, a medida enfrenta resistência de sindicatos e associações de servidores, que argumentam que as regras especiais compensam riscos e desgastes específicos de cada profissão. Especialistas, porém, defendem que a reforma é inevitável para equilibrar as contas públicas.

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